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		<title>Enciclopédia Virtual de Psicolinguística - Páginas novas [pt-br]</title>
		<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Especial:P%C3%A1ginas_novas</link>
		<description>De Enciclopédia Virtual de Psicolinguística</description>
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		<item>
			<title>Bootstrapping Theory</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Bootstrapping_Theory</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;__NOTOC__&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Versão Inicial: José Olímpio de Magalhães &amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curador: José Olímpio de Magalhães &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__TOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Da dotação para a linguagem ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando nascemos, recebemos um sistema computacional &amp;lt;ref&amp;gt; &amp;quot;Um sistema para processar linguagem natural reúne, geralmente, alguns módulos organizados de acordo com a divisão vista nos estudos da linguística. Cada uma das etapas do processamento exige um conhecimento de natureza diferenciada sobre a língua, e as soluções propostas irão variar de acordo com a natureza dos conhecimentos envolvidos.&amp;quot; In: verbete [[Linguística Computacional]], neste ''site''. &amp;lt;/ref&amp;gt; pronto para funcionar, ou seja, para receber os ''softwares'' &amp;lt;ref&amp;gt; &amp;quot;Software is a general term for the various kinds of programs used to operate computers and related devices.&amp;quot; In: http://searchsoa.techtarget.com/sDefinition/0,,sid26_gci213024,00.html, acessado em 21/09/09). Traduzindo: ''Software'' é um termo geral para vários tipos de programas usados para operar computadores e dispositivos relacionados. &amp;lt;/ref&amp;gt; que nele instalaremos. Não conhecemos o funcionamento desse sistema, pois, numa imagem amplamente divulgada, ele veio sem o 'manual de instruções'. O que a humanidade tem feito ao longo da História é tentar reescrever esse manual, gerando, então, nossos conhecimentos, crenças, cultura, linguagem e... língua! Por exemplo, no que tange a busca de uma teoria que explique a gramática universal, como diz Chomsky [1980] (1985), p. 171, por enquanto &amp;quot;estamos apenas arranhando a superfície&amp;quot; (do cérebro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na literatura sobre aquisição da linguagem pela criança, um termo muito utilizado é ''bootstrapping'' ou ''bootstrapping problem'' que, semelhante à linguagem da computação, refere-se a desencadear ou iniciar o processamento de acesso, no caso, a uma língua &amp;lt;ref&amp;gt;  É possível acessar várias línguas ao mesmo tempo, se pensarmos que todas as gramáticas estão instaladas em nosso cérebro. Tudo vai depender desse &amp;quot;iniciar&amp;quot;. &amp;lt;/ref&amp;gt; . É como se recebêssemos uma botina (''boot'') novinha &amp;lt;ref&amp;gt; Imagem, embora não tão 'novinha', obtida em http://pt.wikipedia.org/wiki/Bootstrapping.&amp;lt;/ref&amp;gt; [[Image: botas.JPG |frame|]] na nossa medida, e a tivéssemos que calçar: vamos enfiando o pé na botina, ajeitando-o à esquerda, à direita, para baixo, para cima, procurando calçá-la da melhor forma, valendo-nos de uma pequena alça (''strapp'') que fica na altura do calcanhar, que nos serve de alavanca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No contexto da aquisição da linguagem, entende-se por bootstrapping  &amp;quot;o uso de habilidades ou recursos limitados de modo a atingir habilidades, adquirir conhecimento ou dar início a um dado modo de operação, de outra ordem&amp;quot; (Corrêa, 2008, p. 173). Então, acessar, iniciar, desencadear a gramática de uma língua (ou de várias), significa acionar o processador gramatical &amp;lt;ref&amp;gt; É importante dizer que a gramática (competência lingüística, faculdade da linguagem) é estática, enquanto que o processamento (produção e compreensão da fala) é dinâmico, cinemático (DILLINGER, 1992). Como diz CHOMSKY (1996, publicado em 1997), “as pessoas sabem coisas e as pessoas fazem coisas”. &amp;lt;/ref&amp;gt; , que engloba o acesso lexical, o mecanismo de computação sintática (estrutural), a codificação semântica, a aplicação de regras morfofonológicas, a representação fonológica, constituindo um fazer linguístico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, calçamos a botina por inteiro, ancoramos o pé dentro dela e estamos prontos para caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O acesso lexical ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos em acesso lexical, estamos supondo que o léxico já existe, já vem embutido na mente dos bebês, como um sistema proto-conceitual &amp;lt;ref&amp;gt; Tese Inatista Forte, defendida por Jerry FODOR (1983). &amp;lt;/ref&amp;gt;, e que tudo o que se tem a fazer é retirar do meio as formas para preencher ou mapear conteúdos pré-existentes (processamento ''top-down''), de dotação inata. Portanto, nessa visão, o conceito precede a forma. No entanto, poderíamos nos perguntar, seguindo França (2005), sobre quem vem primeiro - o significado ou a forma? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa visão interacionista, tanto o conceito quanto a forma surgem da experiência social do homem com seu meio; porém, a forma, por ser mais simples, seria adquirida primeiro e os conceitos iriam se refinando aos poucos (processamento ''bottom-up'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo uma análise ligeiramente diferente, Yavas (1982), p. 140, diz que ''&amp;quot;...a criança parece imitar apenas aquelas unidades linguísticas que nem eram inteiramente novas para ela nem estavam completamente sob seu domínio. Isto implica que a criança está ativamente processando a fala do adulto na base do seu conhecimento atual e presta atenção àqueles aspectos que ela está adquirindo no momento &amp;quot;.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Corrêa (2008), pp. 177-178, assume uma perspectiva mais kantiana &amp;lt;ref&amp;gt; Immanuel Kant (1724-1804) &amp;lt;/ref&amp;gt; e diz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;De um ponto de vista epistemológico, pode-se dizer que uma abordagem psicolinguística para a aquisição da linguagem encontra-se mais afinada com uma perspectiva kantiana acerca da viabilidade do conhecimento do que com a postura cartesiana explicitamente assumida no discurso da teoria linguística [...]. Numa visão kantiana, o aparato cognitivo humano imporia um dado modo de organização à experiência e, diante dessas possibilidades, determinadas formas de conhecimento se constituiriam. A língua seria, então, uma forma de conhecimento em grande parte determinada pela configuração biológica e funcional do aparato físico e cognitivo humano, a qual poderia ter resultado em sistemas dedicados ao processamento do material linguísitco.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer que seja a concepção assumida de formação do léxico, um modelo esquemático de língua possuirá, em algum momento, um léxico mental, &amp;quot;the system of vocabulary which is stored in the mind in the form of a lexical entry for each item&amp;quot;. (Field, 2004) &amp;lt;ref&amp;gt; O sistema de vocabulário que está armazenado na mente, na forma de uma entrada lexical para cada item&amp;quot; ou, conf. Corrêa (2005, p. 132), &amp;quot;um aparato cognitivo que retém (a longo prazo) informação semântica, sintática (lema) e fonológica (lexema) relativa a unidades correspondentes a palavras/morfemas&amp;quot; e outras informações, como por exemplo a forma de escrita, que facilitam as diferentes maneiras de acesso. &amp;lt;/ref&amp;gt;.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ''Bootstrapping problem'' ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chamado ''bootstrapping problem'' surge da dúvida sobre quem vem primeiro, se o léxico, se a sintaxe. No dizer de Gout e Christophe (2006), &amp;quot;isto nos leva a uma circularidade potencial: à primeira vista, parece que o léxico é necessário à aquisição da sintaxe e que a sintaxe é necessária à aquisição do léxico&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um modelo teórico não lexicalista é o da Morfologia Distribuída (Marantz, 1997, 1999, 2001, apud Lemle, 2005; França, 2005) onde a inserção lexical é separada da computação sintática e é tardia, pois é posterior à sintaxe. Para Lemle (2005), p. 6,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A diferença crucial entre a teoria da Morfologia Distribuída (MD) e as teorias lexicalistas é esta: na MD os traços sintático-semânticos que entram na computação sintática não são acoplados desde o início com traços fonológicos, ao passo que nas teorias lexicalistas as unidades lexicais que são o input da sintaxe são dotadas de traços fonológicos, traços semânticos e traços formais desde o início da derivação (desde a numeração, na [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-44501997000200005#back  teoria minimalista]&amp;quot;.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processamento prosódico tem sido proposto como uma forma de minimizar essa 'força' da sintaxe (e do léxico?), no sentido de que o bebê pode depreender a sintaxe pela [[Prosódia]] da língua, principalmente em situações de ambiguidade (Fodor, 2002). Gout e Christophe (2006), falando sobre o papel do ''bootstrapping'' prosódico na aquisição da sintaxe e do léxico, conduziram experimentos que comprovam que bebês da mais tenra idade &amp;lt;ref&amp;gt; Sobre a percepção dos contornos prosódicos da fala no ambiente intra-uterino, consultar Matsuoka (2007), p. 66, item 3.5. In: http://www.bdtd.ufjf.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=79 &amp;lt;/ref&amp;gt; podem depreender a ordem das palavras na sua língua nativa e segmentar palavras do fluxo da fala, fazendo uso do contorno prosódico de palavras isoladas, assim como de fronteiras prosódicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que:&lt;br /&gt;
(a)a ordem das palavras é uma propriedade específica de cada língua, tendo, portanto, de ser identificada pela criança na aquisição da linguagem,&lt;br /&gt;
(b)as línguas podem diferenciar-se quanto à direcionalidade do Núcleo (núcleo-complemento (ex. francês, inglês, português) complemento-núcleo (ex. turco, japonês),&lt;br /&gt;
(c)a proeminência na frase fonológica permite distinguir línguas com núcleo em posição inicial de línguas com núcleo em posição final,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as autoras conduziram um experimento com 16 bebês franceses de 6 a 12 semanas de idade. O procedimento empregado foi o de alteração na Sucção Não-Nutritiva (a apresentação das sentenças é contingencial à sucção de alta amplitude dos bebês), mediante: Alteração Experimental -&amp;gt; troca de língua; Alteração de controle -&amp;gt; mudança de uma sentença para outra na mesma língua. Os bebês foram expostos à prosódia do francês (núcleo-complemento) e à prosódia do turco (complemento-núcleo), através de 40 pares de sentenças perfeitamente controladas quanto ao número de sílabas, à posição das fronteiras de palavras, de acento tônico e das fronteiras de frases fonológicas e entoacionais. As frases foram gravadas, por um único falante, em holandês, mas nas duas prosódias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados apontaram que houve uma desabituação (na sucção) significativamente maior na condição em que há mudança de língua do que na condição de controle. As autoras concluíram que os bebês perceberam a diferença entre francês e turco, provavelmente com base na diferença prosódica associada à proeminência em frases fonológicas, e que estes resultados sustentam a hipótese de que bebês podem usar esse tipo de informação prosódica para desencadear (''bootstrap'') a aquisição da ordem de palavras na língua (mesmo sem ainda conhecê-las). Portanto, parece que a habilidade de bebês perceberem algumas propriedades da estrutura prosódica pode facilitar a aquisição tanto do léxico como de alguns aspectos da sintaxe, ou seja, a prosódia tem o papel de desencadear a aquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Tipos de ''bootstrapping'' ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelos dados do experimento resumido acima, um exemplo de ''bootstrapping'' prosódico, pudemos ver que, ao tentar 'calçar' a gramática de uma língua, a partir de enunciados linguísticos gerados na fala, no mundo real, a criança mapeia o léxico, a morfofonologia, a morfossintaxe e outras informações gramaticais e sua inter-relação. Apresentaremos, abaixo, três exemplos do dia-a-dia de manifestação de desencadeamento da gramática e, em seguida, alguns outros casos citados na literatura sobre o assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo 1 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro vem de uma criança que, por volta de 1:06 (um ano e seis meses), sempre que a mãe se aprontava para sair, ficava agitada e andava atrás da mãe, repetindo: ''&amp;quot;conque... conque... conque...&amp;quot;''. É que, num emaranhado de frases que a mãe dizia quando estava se aprontando, a criança percebia algo que se salientava: &amp;quot;'''Com que''' sapato eu vou? '''Com que''' vestido? '''Com que''' batom? '''Com que'''?...&amp;quot;.  Conclusão, na cabecinha infantil: ''&amp;quot;conque&amp;quot;'', com tal saliência, nessa entoação, com este ritual, significa sair para passear. Como podemos classificar esse ''bootstrapping''? Talvez, múltiplo: prosódico, morfofonológico, morfossintático, semântico-pragmático. O que teria vindo primeiro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo 2 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O outro exemplo vem de uma situação de interlíngua: uma criança, nascida nos Estados Unidos, com pai brasileiro, tem o inglês como L1, mas mantêm contatos frequentes, pela internet, com os avôs, residentes no Brasil. O nome da criança é Riley, pronunciado [ɻajli], com um &amp;quot;r&amp;quot; retroflexo. Depois de algum tempo, ela diz para o pai que o nome dela no Brasil é Ley [li], pois sempre que o avô vai conversar com ela começa assim: &amp;quot;Hi, Ley!&amp;quot;, foneticamente [haj li] (com um “r” aspirado glotal), o equivalente a &amp;quot;Oi, Ley!&amp;quot;. Esse é um exemplo de ''bootstrapping'' fonológico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exemplo 3 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dissemos (cf. nota 8) que o processamento da linguagem pode servir-se de outras informações como, por exemplo, a forma de escrita, que iniciaria outras maneiras de acesso à gramática da língua. Esse exemplo vem de um menino de quase seis anos, que está começando a lidar com as letras. Quando lhe perguntam as letras de algo falado, por exemplo, &amp;quot;sapo&amp;quot;, ele diz: ÉSSE-A-PÊ-Ó. Ao lhe perguntarem quais as letras do nome de uma tia, que se chama Marta, ele disse: EME-A-A-TÊ-A. Há uma consciência de que a primeira sílaba de '''Mar'''ta é pesada (longa, com duas moras) e a maneira de expressar isso diante do desconhecido (o &amp;quot;r&amp;quot; de final de sílaba) é duplicar a vogal. Esse mesmo menino, dentro de um assunto de time de futebol, ao lhe perguntarem as letras de &amp;quot;galo&amp;quot; (&amp;quot;g&amp;quot; é uma letra complicada para a criança), ele responde CÊ-A-EME (CAM, iniciais de Clube Atlético Mineiro), ou seja, o conceito é o mesmo e, portanto, são sinônimos e se equivalem graficamente. Esse ''bootstrap'' tem a ver com aquela visão kantiana proposta por Corrêa (2008) de que &amp;quot;o aparato cognitivo humano imporia um dado modo de organização à experiência&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ''Bootstrapping'' sintático ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A capacidade de inferir o sentido através da sintaxe é chamada de ''bootstrapping'' sintático. Adaptamos um exemplo de Harley (2001), que nos mostra que, diante de um verbo cujo significado desconhece, a criança pode, ainda assim, analisando as relações possíveis entre as outras palavras que já conhece inferir que se trata de um verbo e que, naquela situação pode significar tal coisa. Assim, diante de uma frase como “Está me portando uma carta?”, onde a criança não sabe o que é “portando”, ela infere que se trata de um verbo transitivo direto; que os verbos que podem ocupar esse contexto são poucos; que são verbos indicadores de uma ação feita em proveito de alguém; que vários verbos são imediatamente descartados nessa situação (como “lendo”, “jogando”, “rasgando”). Assim, ela pode, através de tais deduções, chegar ao sentido de um verbo de movimento como “trazendo”, “carregando”, “conduzindo”. Sem dúvida, há um contexto pragmático atuando aí também, além de um prosódico, revelando uma pergunta, mas parece que o destaque, nesse caso, é para o contexto sintático.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro exemplo de iniciação sintática aparece quando deixamos frases para a criança completar. Ela a completará com a categoria gramatical correta para o contexto. Assim, se lhe dissermos “O menino é...”, provavelmente ela dirá um adjetivo e, não, outra classe de palavra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ''Bootstrapping'' semântico ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a criança usa seu conhecimento de mundo para criar relações sintáticas, acontece o inverso do que explicamos acima. O exemplo é adaptado de Field (2004): suponhamos que a criança tenha visto e tomado conhecimento de um coelho e de um pato. Se em um desenho animado há a frase “o coelho caça o pato”, a criança saberá distinguir agente de paciente, inclusive se a situação se reverter para essa frase “o pato caça o coelho”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos papéis de agente e paciente, propõe-se que a criança já nasça capacitada para distinguir noções como verbo e nome, como classes distintas de palavras. Às vezes pode acontecer uma superposição desses conceitos, quando uma única palavra serve para indicar tanto a ação (verbo) quanto o nome da ação (nome). Assim, ao ouvir o barulho do interruptor para apagar/acender a lâmpada, a criança criará e passará a usar uma palavra retratando esse barulho e essa ação, dizendo a frase “Teco!”, quer seja para apagar, quer para acender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como nos relata Field (2004), certos conceitos, embora próximos, podem guiar a sintaxe, como no caso de “comer” e “alimentar”. A criança descobrirá que os dois verbos têm a mesma estrutura sintática (Verbo + Nome), só que o nome selecionado para completar um ou outro verbo terá característica diferente: comível e animado, respectivamente. Há casos, no entanto, em que, mesmo na ausência de um conceito, há a construção da estrutura sintática, como no caso de crianças cegas, que são capazes de produzir frases com “ver” e “olhar”, mesmo que lhes falte o conceito de mundo de tais palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Considerações Finais ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A discussão sobre o desencadear da linguagem levanta outros questionamentos: Como apreendemos e organizamos o mundo, o conhecimento? O conhecimento é adquirido ou inato? O processamento gramatical da linguagem é serial (uma coisa por vez) ou paralelo (várias ações acontecendo simultaneamente)? A apresentação de propostas em torno dessas questões foge ao objetivo dessa breve apresentação sobre ''bootstrapping''. No entanto, no desenrolar desse trabalho, insinuamos que a prosódia seria o primitivo da linguagem que conduziria à especialização paulatina do lado esquerdo do cérebro para as outras articulações gramaticais, em especial à sintaxe. Como diz Scarpa (1999), p. 256, ''“É interessante notar que o ceticismo e o otimismo com relação ao bootstrapping prosódico pendulam conforme o papel nuclear e superordenado atribuído ou não à sintaxe na aquisição da linguagem ”.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante de toda essa discussão sobre o desencadear do conhecimento (da linguagem), uma coisa é certa: nascemos com uma propriedade mental muito forte de organizar o mundo que nos rodeia e de nos organizarmos dentro desse mundo, transformando tudo em linguagem. Admiramos e queremos proteger as florestas virgens, inóspitas, cheias de vegetação variada, mas, se nosso jardim estiver com mato por toda parte, uma relva exuberante, galhos crescendo em todas as direções, chamamos o jardineiro, mandamos podar a grama e os galhos das árvores e arbustos, acertar os canteiros, remexer a terra, colocar pedrinhas... e, ao final, dizemos: “agora ficou bom!” O que explica esse instinto de organização de mundo e de ações em nossas vidas? Por que o jardim assim, com a grama podada, as árvores ajustadas, a terra revolta, é melhor do que a natureza em plena efervescência? É que ele agora possui uma linguagem que lhe atribuímos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Notas ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências Bibliográficas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CHOMSKY, Noam. (1980). Rules and representations. New York, Columbia University Press. Traduzido por Alain Kihm (1985), Paris, Flamarion.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CHOMSKY, Noam. (1997). “Chomsky no Brasil”. Revista D.E.L.T.A. São Paulo, v. 13, n. especial, 229 p.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
CORRÊA, Letícia M. Sicuro (org.). (2006). Aquisição da linguagem e problemas do desenvolvimento lingüístico. Rio de Janeiro: Editora da PUC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
DILLINGER, Mike. (1992). Parsing Sintático. Boletim da Abralin nº 13, p.30-42.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FIELD, John. (2004). Psycholinguistics: The Key Concepts. New York: Routledge.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
FINGER, I. Processamento da Linguagem. Porto Alegre: Educat, 2005, p.91 - 110.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
FODOR, Jerry. (1983). The modularity of mind: an essay on faculty psychology. Cambridge, MA: MIT Press.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
HARLEY, Trevor. (2001). The Psychology of Language. New York: Psychology Press.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEMLE, Miriam. (2005). Mudança sintática e sufixos latinos. In: Linguística, vol. 1, no. 1, UFRJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MATSUOKA, Azussa. (2007). A marcação prosódica da posição do adjetivo no DP na fala dirigida à criança. Dissertação de Mestrado, UFJF. In: http://www.bdtd.ufjf.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=79.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SCARPA, Ester. (Org.). (1999). Estudos de Prosódia. Campinas: Editora da UNICAMP. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
YAVAS, Feryal. (1982). Aquisição da linguagem: o que é e o que implica. In: Letras de Hoje, volume 15, no. 2, p. 139-162&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category: Verbetes]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 23:25:21 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Bootstrapping_Theory</comments>		</item>
		<item>
			<title>Autores</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Autores</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Aline Alves Ferreira (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana Cristina Carvalho Pereira (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antonio João Carvalho Ribeiro (UFRJ)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bruna Rodrigues do Amaral (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leonardo Almeida (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leonardo Araújo (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luciano Alves Lima (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcela Corrêa (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcus Maia (UFRJ)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.unicamp.br/iel/site/docentes/plinio/plinio.htm Plínio Barbosa] (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.renata.vieira@pucrs.br Renata Vieira] (PUC-RS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rosana Novaes Pinto (Unicamp)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Renato Miguel Basso (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandra Merlo (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tereza Lara (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vera Lúcia Strube de Lima (PUC-RS)&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:22:13 GMT</pubDate>			<dc:creator>Psicolinguistica</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Autores</comments>		</item>
		<item>
			<title>Lingu?­stica Computacional</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Lingu%C3%3F%C2%ADstica_Computacional</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;__NOTOC__&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt; Versão Inicial: Renata Vieira e Vera Lúcia Strube de Lima&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curador: [http://www.renata.vieira@pucrs.br Renata Vieira] e Vera Lúcia Strube de Lima&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__TOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desenvolvimento da informática proporcionou, nas últimas décadas, grandes mudanças nos estudos das ciências em geral. A computação, no caso particular do estudo das línguas naturais, possibilitou o surgimento de novas abordagens a problemas descritivos e práticos das línguas que antes não podiam ser tratados adequadamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma destas abordagens é a linguística baseada em corpus, que utiliza computadores para o armazenamento e acesso a textos escritos ou falados. Um corpus linguístico legível por máquina pode ser rapidamente pesquisado para obtenção de informações a respeito da regularidade da língua, tais como frequência de palavras, de formas ou de construções. Desta maneira, pode-se obter dados a respeito da linguagem real, em uso por falantes da língua, permitindo fazer comparações entre língua escrita e falada, entre os usos da língua em diferentes épocas, ou ainda, entre o português do Brasil e de Portugal, para citar alguns exemplos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros trabalhos em linguística computacional são voltados ao processamento da linguagem natural, isto é, à construção de programas capazes de interpretar e/ou gerar informação fornecida em linguagem natural (sendo este o formato de entrada e saída do processamento). Para o processamento da língua natural, vários subsistemas podem interagir para dar conta dos diferentes aspectos da língua: sons, palavras, sentenças e discurso nos níveis estruturais, de significado e de uso. Alguns exemplos são apresentados a seguir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ter uma comunicação efetiva, os usuários da língua costumam seguir certas convenções. Uma destas convenções permite ao falante nativo reconhecer uma sequência de expressões como sendo uma sentença válida da língua. O processamento linguístico, a esse nível, é tarefa dos analisadores sintáticos. Para verificar a validade de sequências de palavras numa certa língua, o sistema precisa que a língua seja especificada por um léxico e uma gramática. O procedimento é similar à verificação de sintaxe de um programa em uma linguagem de programação, a sintaxe da língua natural é, no entanto, bem mais complexa e é preciso levar em consideração problemas particulares como a concordância, por exemplo. Esse tipo de tratamento é útil ao desenvolvimento de corretores ortográficos e gramaticais. As aplicações desenvolvidas para lidar com a língua, porém, vão além do processamento sintático, como será mostrado a seguir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos, inicialmente, observar a diferença entre os sistemas que lidam com a língua escrita e a língua falada. Para lidar com a língua falada é necessária uma tecnologia especial que faz a interpretação da fala através do reconhecimento do sinal sonoro e da manipulação da representação de conhecimento fonético-fonológico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro aspecto da língua, diz respeito ao significado que é evocado por uma sentença válida. Uma sentença pode expressar o conhecimento de mundo ou uma intenção do falante em relação ao ouvinte. Para desenvolver sistemas com essas características é preciso recorrer a técnicas de representação do conhecimento e, em certas situações, especificar algoritmos capazes de estabelecer relações entre os diversos componentes e segmentos de um texto ou discurso. Esses são os sistemas de tratamento semântico da língua, que podem envolver a construção de um modelo de representação do domínio, correspondente à interpretação de um texto, ou podem lidar com questões mais pontuais, como reconhecer um sentido específico, dentro de um contexto, para palavras ambíguas (por exemplo, banco como instituição financeira ou banco como um artefato utilizado para sentar). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O significado da língua natural está sempre relacionado à situação de uso; no entanto, muitos modelos, utilizados para explicar e descrever o significado, procuram isolar esses fatores. A semântica, portanto, caracterizou-se como uma área de estudo que considera o significado das expressões linguísticas de maneira independente de quem as usa ou de como são usadas. O estudo de questões relacionadas ao uso da língua acaba caracterizando uma outra área de conhecimento denominada pragmática. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pragmática são estudadas questões ligadas ao uso da linguagem, abordando-se aquilo que é relativo a quem usa e ao contexto de uso (a teoria dos atos de fala é um exemplo de tais estudos). Sistemas que trabalham nesse nível de representação costumam considerar o contexto linguístico (discurso) na interpretação das expressões da língua. O contexto linguístico é o mais fácil de tratar computacionalmente, pois refere-se ao que é explicitado no texto. Sistemas que podem ser citados como exemplos são os de resolução de anáfora intersentencial e resolução de co-referência textual em geral. É mais difícil tratar computacionalmente o contexto imediato, ou contexto situacional de uma expressão, devido à dificuldade de se chegar a uma representação adequada do conhecimento compartilhado entre os participantes de uma conversação ou comunicação. Podemos considerar como conhecimento compartilhado, por exemplo, o conhecimento comum entre o leitor e o escritor de artigos de um jornal, que decorre de serem habitantes de uma mesma cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros exemplos de aplicação de propósito mais geral, e que podem englobar vários dos níveis mencionados acima, são os sistemas de tradução automática, geração de resumos e extração de informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O processamento da linguagem natural==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta seção iremos apresentar uma introdução aos princípios básicos que regem o desenvolvimento de sistemas de processamento da linguagem natural, procurando dar uma ideia do que está por trás de cada uma das aplicações que podemos presenciar hoje em dia. Um sistema para processar linguagem natural reúne, geralmente, alguns módulos organizados de acordo com a divisão vista nos estudos da linguística. Cada uma das etapas do processamento exige um conhecimento de natureza diferenciada sobre a língua, e as soluções propostas irão variar de acordo com a natureza dos conhecimentos envolvidos. Para proporcionar ao leitor uma compreensão geral dos trabalhos realizados na área, iremos apresentar, nas próximas subseções, diferentes focos do processamento da língua natural, associados às etapas linguísticas de processamento da língua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Análise léxico-morfológica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O léxico ou dicionário é uma estrutura fundamental para a maioria dos sistemas e aplicações. É a estrutura de dados contendo os itens lexicais e as informações correspondentes a estes itens. Em realidade, os itens que constituem as entradas em um léxico podem ser palavras isoladas (como lua, mel, casa, modo) ou composições de palavras as quais, reunidas, apresentam um significado específico (por exemplo, lua de mel ou Casa de Cultura ou a grosso modo). Entre as informações associadas aos itens lexicais, no léxico, encontra-se a categoria gramatical (part-of-speech ou POS) do item, além de valores para variáveis morfo-sintático-semânticas como gênero, número, grau, pessoa, tempo, modo, regência verbal ou nominal etc. Também são associadas ao item lexical, no léxico, uma ou mais representações ou descrições semânticas. Bem mais raramente, encontram-se associações a representações contextuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as estruturas mais utilizadas para reunir os itens de um léxico, duas se destacam: a estrutura de formas e a estrutura de bases. Um léxico pode conter todos os itens lexicais (sejam palavras ou unidades maiores que palavras) por extenso – neste caso será um dicionário de formas. A seguir apresentamos exemplos de entradas em um dicionário desse tipo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a artigo feminino singular&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
determina um nome&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a preposição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
para, em direção a&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a substantivo feminino singular normal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
primeira letra do alfabeto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a pronome feminino singular 3a pessoa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
indica um referente feminino &lt;br /&gt;
O analisador léxico-morfológico tradicionalmente decompõe a sentença em itens lexicais e realiza uma varredura, tratando item a item, e decompondo-os em seus morfemas. Verifica, a partir das informações armazenadas no léxico e nos morfemas, a estrutura, características e informações associadas a um determinado item, tais como gênero e número para substantivos, ou pessoa, número, modo e tempo, para os verbos, por exemplo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dada uma determinada sentença, o analisador léxico-morfológico identifica os itens lexicais que a compõem e obtém, para cada um deles, as diferentes descrições correspondentes às entradas no léxico (isto é, categorias em que estes itens podem estar atuando e demais informações). A ambiguidade léxico-morfológica ocorre quando uma mesma palavra apresenta diversas categorias gramaticais. Em nível léxico-morfológico é importante que todas as formas possíveis de categorização sejam buscadas e informadas, independente de ocorrer ambiguidade. A ambiguidade será tratada em níveis mais avançados de análise. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A implementação de analisadores léxico-morfológicos pode ser feita através de sistemas de índices, através de percurso em árvore, através de autômatos finitos, ou através de outras técnicas. O etiquetador gramatical (ou pos tagger) é um sistema responsável por identificar, em uma sentença, para cada um dos itens lexicais, a categoria a que este item pertence. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os algoritmos para etiquetagem fundamentam-se em dois modelos mais conhecidos: os baseados em regras e os estocásticos. Os algoritmos baseados em regras, como o nome o diz, fazem uso de bases de regras para identificar a categoria de um certo item lexical. Neste caso, novas regras vão sendo integradas à base à medida que novas situações de uso do item vão sendo encontradas. Os algoritmos baseados em métodos estocásticos costumam resolver as ambiguidades através de um corpus de treino, marcado corretamente (muitas vezes através de esforço manual), calculando a probabilidade que uma certa palavra ou item lexical terá de receber uma certa etiqueta em um certo contexto. O etiquetador de Eric Brill (1995), bastante conhecido na literatura, faz uso de uma combinação desses dois modelos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Análise sintática===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o analisador léxico-morfológico trabalha em nível de sentença, o analisador sintático trabalha em nível do sintagma, e irá reconhecer uma sequência de palavras como constituindo uma frase da língua ou não. Poderá também construir uma árvore de derivação, que explicita as relações entre as palavras que compõem a sentença. O analisador sintático faz uso do léxico, que reúne o conjunto de itens lexicais da língua, e de uma gramática, que define as regras de combinação dos itens na formação das frases. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gramática utilizada para representar uma linguagem natural deve apresentar um bom balanço entre sua expressividade e o processo de reconhecimento. Chomsky (1956) classificou as gramáticas em quatro tipos: tipo 3, regulares, tipo 2, livres de contexto, tipo 1, sensíveis ao contexto e tipo 0, sistemas de reescrita geral. As gramáticas do tipo 3, ou regulares, são as mais restritas, e por isso são as mais fáceis de serem reconhecidas. São, no entanto, insuficientes para expressar as regras de formação da linguagem natural. Gramáticas do tipo 2, livres de contexto, mais poderosas, permitem a representação de linguagens com um grau maior de complexidade; estas ainda apresentam problemas para expressar dependências, como é o caso da concordância verbal. O próximo nível de gramáticas, sensíveis ao contexto, resolve o problema das dependências, mas apresenta problemas de complexidade no reconhecimento. Decidir se uma sentença pertence a uma gramática sensível ao contexto é uma função exponencial sobre o tamanho da sentença, o que torna a implementação do procedimento de verificação uma questão complexa, do ponto de vista computacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gramática adotada pode ser escrita através de diversos formalismos. Entre eles, podemos destacar (Woods, 1970; Fuchs e Le Goffic, 1992; Jurafsky e Martin, 2000) as redes de transição, (Gazdar, 1982) gramáticas de constituintes imediatos (PSG ou phrase structure grammar), (Gazdar, Klein e Pullum, 1982) gramáticas de constituintes imediatos generalizadas (GPSG), (Kay, 1979) gramáticas de unificação funcional, (Shieber, 1971) PATR-II e (Pollard, 1994) HPSG (head-driven phrase-strutcture grammar). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A decisão em relação ao melhor formalismo para representação da linguagem natural não tem ainda solução: as pesquisas têm proposto trabalhar em modelos que se situem em um nível intermediário entre as gramáticas livres de contexto e sensíveis ao contexto. Tendo apresentado noções gerais sobre a gramática e os formalismos de representação, veremos a seguir diferentes métodos de análise sintática: os analisadores top-down, bottom-up, left-corner e tabular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A linguagem de programação Prolog possui um formalismo para representação de gramáticas livres de contexto denominado DCG (Definite Clause Grammar), associado a um analisador top-down descendente recursivo. A conversão de regras da gramática vista anteriormente, de constituintes imediatos, em cláusulas Prolog, é muito simples. Para o exemplo precedente, temos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
f --&amp;gt; sn, sv.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
n --&amp;gt; det, subst.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sv --&amp;gt; verbo, sn. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
det --&amp;gt; [o].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
subst --&amp;gt; [menino]; [chapéu].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
verbo --&amp;gt; [usa].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através dessa especificação, o interpretador Prolog irá reconhecer o menino usa chapéu como uma sentença válida da linguagem especificada, respondendo sim para uma consulta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A possibilidade de inclusão de argumentos faz da DCG uma gramática poderosa, permitindo tratar também a concordância. Com esses argumentos, o analisador só aceitará os sintagmas nominais nos quais determinante e substantivo concordem em número e gênero. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura dos sintagmas verbais é variável de acordo com o verbo. Alguns verbos não exigem complementos além do sujeito, são os verbos intransitivos. Outros verbos só fazem sentido com a presença de um ou mais complementos. O tipo de complemento associado a cada verbo é denominado subcategorização. Note que os complementos podem variar em número e em tipo, alguns complementos são acompanhados de preposição (objeto indireto) ou não (objeto direto). O verbo dar, por exemplo, refere-se a uma ação onde alguém, o sujeito, dá algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto). O verbo dar requer, portanto, dois complementos: um sintagma preposicional, e um sintagma nominal. Para isso, regras diferentes para sintagmas verbais devem ser adicionadas à gramática, onde o tipo de subcategorização associado a cada verbo pode ser representado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja em Covington (1994) e Barros e Robin (1996) mais sobre Prolog e DCG. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise semântica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certas aplicações necessitam lidar com a interpretação das frases bem formadas, não bastando o conhecimento da estrutura, mas sendo necessário o conhecimento do significado dessas construções. Podemos querer que respostas sejam dadas a sentenças ou orações expressas em língua natural as quais, por exemplo, provoquem um movimento no braço de um robô. Ou podemos querer extrair conhecimentos sobre o tema ‘indústria automotora’ a partir de uma base de dados textuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num tratamento automático, a análise semântica (Fuchs e Le Goffic, 1993) consiste em associar, a uma sequência de marcadores linguísticos, uma ‘representação interna’, entendida como a representação do significado desta sentença. A sequência de marcadores aqui citada geralmente é a proveniente da análise sintática. Em comparação às linguagens naturais, as linguagens formais, tais como a linguagem lógica, apresentam uma semântica bem definida. Por isso, existe uma grande influência da lógica nos estudos da semântica computacional da linguagem natural. De acordo com a estrutura sintática de uma sentença, é possível estabelecer uma representação lógica correspondente, onde o verbo indica uma relação entre os argumentos expressos por sujeito e complemento verbal (objeto direto ou indireto).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
As sequências cujo significado o analisador semântico deve descrever, normalmente, se compõem de itens lexicais, analisados do ponto de vista léxico-morfológico e agrupados em estruturas por um processo de análise sintática. Essas organizações permitem desdobrar a semântica em estudos de duas naturezas distintas: uma semântica dita lexical, e uma semântica dita gramatical. A semântica lexical, ou semântica das palavras, está mais claramente associada às categorias de palavras como verbos, substantivos e adjetivos (também conhecidos como ‘palavras cheias’). Já as preposições e artigos (conhecidos como ‘palavras vazias’) estão mais associados à semântica gramatical. É costume associar-se, às palavras cheias, uma representação conceitual que descreva seu significado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns fenômenos ditos semânticos já são bastante estudados, como é o caso da ambiguidade proveniente da polissemia. Outras situações de interesse dizem respeito às relações interproposicionais (ou seja, entre frases distintas), às relações de referência, determinação e temporalidade. Esses fenômenos podem envolver conhecimentos adicionais além do conhecimento semântico, sendo estudados em um nível pragmático de tratamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise pragmática===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pragmática relaciona a língua e seu uso. Esse uso inclui uma abrangência maior do que, simplesmente, sentenças isoladas, e a unidade de estudo passa a ser o discurso. Entende-se por discurso o texto ou a fala, compostos de várias unidades menores, que seriam as sentenças. Em nível de análise do discurso iremos encontrar algoritmos para resolução de referência, compreensão de diálogos e modelos de interpretação de textos em geral. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema da resolução de anáforas diz respeito a encontrar os antecedentes que participam no processo de interpretação de determinadas expressões, por exemplo, os pronomes, sendo um tema na área limítrofe entre semântica e pragmática. A interpretação de um pronome (ele, ela, isso, essa etc) é relativa ao contexto de uso e, geralmente, em textos escritos, é relativa ao contexto linguístico (isto é, é baseada em um antecedente linguístico). Diversos algoritmos foram propostos para fazer a identificação do antecedente anafórico de pronomes, e novos modelos teóricos foram desenvolvidos para dar conta de questões relacionadas. Um exemplo é a teoria de representação do discurso (DRT discourse representation theory) (Kamp e Reyle, 1993). Outro é o da teoria de Centering (apud Jurafsky e Martin, 2000). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do processamento simbólico, tomado como base principal da descrição da área até aqui, é possível encontrar abordagens que fazem uso de outros métodos de análise. Particularmente, deve-se observar o destaque que vem sendo proporcionado aos métodos estatísticos ou aos métodos híbridos (Manning e Schutze, 1999). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aplicações e desenvolvimento==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sistemas reconhecedores da fala têm sido utilizados para fins de ditado, onde o sistema faz a transcrição da fala em texto; em interfaces de comando por voz, por exemplo, para comandar o seu editor de texto ou navegar na Internet falando com o computador; ou em acesso a serviços automatizados de informação por telefone. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há diversos sistemas tradutores que se tornaram produtos comerciais, ou que são de distribuição gratuita e disponíveis pela Internet. Esses sistemas de tradução são considerados preliminares, no sentido de que fazem uma tradução não refinada; é frequente a ocorrência de erros e imperfeições no resultado final obtido. Uma análise detalhada da qualidade do resultado obtido por esses tradutores é apresentada em (Oliveira, 2000). Mais informações sobre tradutores automáticos podem ser obtidos em Jurafsky e Martin (2000). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A geração de textos pode ser vista como o processo inverso da interpretação: o gerador recebe como entrada elementos de conteúdo e objetivos de comunicação, para produzir um texto linguisticamente correto. Deve determinar o que será dito e de que forma, organizando o discurso e as frases. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os geradores de resumo constituem um recurso bastante útil no processo de busca de informação. Resumos gerados automaticamente podem auxiliar uma pessoa na decisão sobre a relevância de um determinado documento. A geração de resumos deve proporcionar o máximo de informação no mínimo de espaço, e isso envolve o estudo do uso da linguagem para veicular informação de forma concisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A recuperação de informação é a área de aplicação envolvida com a obtenção de documentos relevantes dado um determinado tema, e não está diretamente envolvida com a obtenção de uma informação específica ou com a obtenção de resposta a uma dada pergunta. Recuperação de informação pode, então, ser definida como sendo o conjunto de técnicas que servem ao propósito de encontrar documentos relevantes de acordo com uma necessidade de informação. Em geral são empregadas abordagens baseadas em técnicas estatísticas que medem a similaridade de textos e da consulta, e não em compreensão de texto. A compreensão automática de texto é ainda uma área com baixa efetividade em domínios irrestritos. Pode excepcionalmente ser uma opção mais adequada em domínios restritos. Uma obra importante que apresenta bons elementos para os estudos da área é a de Baeza-Yates e Ribeiro-Neto (1999). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto sistemas de recuperação de informação encarregam-se de encontrar documentos relevantes em relação a um determinado tema, sistemas de extração de informação encarregam-se de analisar e transformar a maneira de apresentação da informação contida em um conjunto de documentos relevantes, isolando informações relevantes contidas em determinados segmentos, e apresentando a informação encontrada em um formato coerente. Sistemas de extração de informação podem ‘ler’ um texto não estruturado e coletar informação a ser armazenada em um banco de dados tradicional. A área de extração de informação popularizou-se com a série de competições americana intitulada Message Understanding Conferences (MUCs), atualmente, ACEs. Mais informação sobre a área pode ser obtida em Cowie e Lehnert (1996). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Conclusão==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A área de linguística computacional envolve um amplo conjunto de atividades voltadas ao objetivo de tornar possível a compreensão e a produção da linguagem humana (escrita e falada) pelo computador. A comunicação das pessoas com as máquinas, utilizando as habilidades naturais de comunicação humana, seria um dos resultados a ser alcançado. A pesquisa na área inclui o reconhecimento, interpretação, tradução e geração de linguagem e requer um esforço de convergência entre várias disciplinas: linguística, computação e psicologia, por exemplo. A área tem um papel muito importante para a sociedade do conhecimento. Avanços no processamento de fala, texto e imagem são necessários para tornar mais acessível, e possibilitar o melhor uso, da grande quantidade de informação que está hoje disponível na rede mundial de computadores. É uma área promissora, especialmente em relação à língua portuguesa. É importante considerar a necessidade de formação de recursos humanos nessa área relativamente nova, que atualmente, no Brasil, se faz presente mais em cursos de pós-graduação do que na graduação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
BRILL, E. (1995). Transformation-based error-driven learning and natural language processing: a case study in part-of-speech tagging. Computational Linguistics (21(4)), pp.543-566.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CHOMSKY, N. (1956). Three models for the description of language. In: IRE Transactions PGIT (Vol. 2, pp. 113-124).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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GAZDAR, G. K. (1985). Generalized Phrase Structure Grammar. Basil Blackwell.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
WOODS, W. A. (1970). Transition network grammars for natural language analysis. Communications of the ACM (13(10)), pp.591-606.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category: Verbetes]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 19:17:32 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Lingu%C3%3F%C2%ADstica_Computacional</comments>		</item>
		<item>
			<title>Neurolingu?­stica</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Neurolingu%C3%3F%C2%ADstica</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;__NOTOC__&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Versão Inicial:  Rosana do Carmo Novaes Pinto &amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curador: Rosana do Carmo Novaes Pinto &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__TOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Introdução==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo ''neurolinguística'' parece ser autoexplicativo, referindo-se a uma área interdisciplinar que se vale dos conhecimentos das Neurociências e da Linguística, para abordar a relação entre o ''cérebro'' e a ''linguagem''.  Esta definição, entretanto, não é tão tranquila quanto pode parecer à primeira vista. Há divergências não só no entendimento de quais sejam os objetos de estudo desta área, mas principalmente com relação às formas de se conceber o que é ''o cérebro'' e ''o seu funcionamento'' e também o que é ''a linguagem humana e seu funcionamento'', ambos muito complexos e que não envolvem apenas aspectos biológicos, mas também aspectos sociais, históricos e culturais.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cytowic (1996) acredita que somente um tratamento ''multidisciplinar'' possa dar conta dos objetos de estudo no campo das neurociências. O autor utiliza-se de uma metáfora para esclarecer a importância da contribuição de cada área para uma compreensão mais abrangente dos fenômenos: é como se um objeto colocado no centro de uma sala fosse observado através de diferentes janelas. De cada uma delas só seria possível ter uma visão parcial do objeto. Apenas integrando-se as diferentes percepções seria possível inferir sobre o “todo” e, mesmo assim, não se poderia afirmar que “a realidade” ou a “verdade” tenha sido apreendida &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as disciplinas científicas que se interessam pelo cérebro e seu funcionamento, podemos citar, nas Ciências Biológicas e da Saúde, em suas mais diversas especialidades: ''Neurobiologia, Neurologia, Neuroanatomia, Neurofisiologia, Neuropatologia, Neurocirurgia e Neuropsicologia''; nas áreas ligadas às ciências ditas “exatas”, citamos a ''Neurofísica'' e a ''Neuroengenharia'' e, nas ciências humanas, a ''Neurolinguística'' e a ''Neurofilosofia''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Damásio (1997) afirma que a década de noventa, conhecida como “a década do cérebro”, trouxe novas descobertas ao campo das neurociências, ajudando a esclarecer e a transformar a visão clássica a respeito do funcionamento cerebral. A maior parte dessas descobertas vem de três fontes: dos estudos eletrofisiológicos, dos estudos das lesões e das imagens funcionais. A exposição do córtex cerebral durante cirurgias tem oferecido a oportunidade de se estudar o cérebro humano diretamente, por estimulação elétrica, desativando temporariamente a função de uma determinada região. Os resultados mostram que diversas áreas do córtex cerebral esquerdo, fora das áreas clássicas de linguagem (especialmente as áreas de Broca e de Wernicke, que veremos mais adiante), estão ativamente envolvidas em tarefas linguísticas. Com a chegada da ressonância magnética e reconstruções tri-dimensionais ''in vivo'', o estudo das lesões no cérebro humano permitiu uma nova onda de experimentos cognitivos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de apresentarmos questões relativas aos objetos de estudo da Neurolinguística, vamos “abrir parênteses” para fazer um esclarecimento que julgamos necessário. Basta efetuar uma busca em dicionários eletrônicos com o termo ''neurolinguística'' para verificar que ele aparece quase sempre associado a uma outra palavra: ''programação'', cuja sigla é ''PNL''.  Algumas informações veiculadas pela PNL (Programação Neuro-Linguística) são, num certo sentido, verdadeiras quanto ao funcionamento do cérebro, mas revelam uma concepção extremamente mecanicista a esse respeito, tomando-o apenas como um sistema de capacidades e conexões. Nada há, entretanto, que justifique o uso do termo “linguística”. Há uma redução do conceito de ''língua'' como um código que serve unicamente como mediador entre o pensamento e a ação. É pela repetição de comandos verbais, dados pelo sujeito a si mesmo ou ao seu cérebro (daí a semelhança com os manuais de autoajuda), que se programa ou formata padrões neurais, com o objetivo de alterar um estado de humor ou a atitude frente à vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não nos deteremos aqui em nossa crítica, mas é preciso chamar a atenção para as grandes diferenças nas abordagens e interesses da PNL, por um lado, e da Neurolinguística geralmente referida como “acadêmica” ou “científica”, por outro. Esclarecido este ponto, podemos passar para outras questões. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Neurolinguística e seus objetos de estudo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há um consenso quanto à Neurolinguística ser concebida como uma área científica independente. Pode ser considerada como uma das áreas da Linguística, como ocorre, por exemplo, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL/UNICAMP), já que um dos maiores interesse das pesquisas é compreender ''o funcionamento da linguagem'', nos estados “normais” ou patológicos. A linguagem é concebida como uma atividade altamente complexa que, por sua vez, é parte de um Sistema Funcional Complexo – definição dada por Luria (1981) à organização cerebral.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há pesquisadores que consideram a Neurolinguística como um “ramo da Neuropsicologia”, como Luria (1976) e Mansur &amp;amp; Rodrigues (1993). Morato (2001), ao contrário, concebe tanto a Neurolinguística como a Neuropsicologia como ''herdeiras'' da antiga Afasiologia, ambas constituídas como ciências no final do século XIX, influenciadas pelos modelos científicos racionais e empiristas e pelo método da correlação anátomo-clínica. Segundo Coudry (1988), essa metodologia consistia na realização de exames ''post-mortem'' de pacientes cérebro-lesados e os resultados eram comparados aos ''sintomas'' observados durante a sua vida, o que dá origem aos estudos “científicos” sobre o cérebro. Antes disso, afirma a autora, muitas inferências foram feitas a partir das experiências realizadas sobre a fisiologia do cérebro animal.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto aos objetos de estudo da área, também há divergências entre os pesquisadores. Mansur e Rodrigues (1993), por exemplo, definem a Neurolinguística como “a área que se ocupa das relações entre o cérebro, íntegro ou lesado, e a linguagem, normal ou desviante”. As pesquisas tentariam responder a questões como “''onde'' está a lesão, ''como'' as estruturas neurais processam e são processadas por essa linguagem” e, ainda, “''como'' e ''por que'' reabilitar o paciente com distúrbios de comunicação”, dentre outras. Esta perspectiva pode ser parcialmente observada na seguinte afirmação de Menn &amp;amp; Obler:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A Neurolinguística, como ramo da Neuropsicologia, tem por objetivo construir uma '''teoria de como a linguagem é processada no cérebro normal'''; o neurolinguísta estuda a [[afasia]]&amp;lt;ref&amp;gt;Afasia é o nome dado às alterações de linguagem decorrentes de lesões focais no cérebro, provocadas por AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), TCEs (Traumatismos Crânio-Encefálicos), cirurgias para extração de tumores, clipagem de aneurismas, dentre outros. Dependendo do local e da extensão da lesão, a afasia pode comprometer tanto a expressão quanto a compreensão da linguagem, em diferentes níveis de severidade. &amp;lt;/ref&amp;gt; '''na tentativa de relacionar a lesão a estruturas cerebrais específicas''', com o distúrbio de aspectos específicos do desempenho ou do conhecimento da linguagem. '''Quanto mais delimitado for o déficit, maior a esperança de se apontar para um determinado processo envolvido no distúrbio de uma certa capacidade, e talvez, portanto, seu substrato neurológico''' (Menn &amp;amp; Obler, 1990, p. 04 – grifos meus).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As autoras acreditam que seja possível, a partir do estudo de lesões focais no cérebro, correlacionar diretamente um sintoma a estruturas cerebrais específicas – grupos de neurônios. Essa tendência está presente em grande parte das pesquisas atuais que se utilizam de neuroimagem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morato (2001) critica a redução da Neurolinguística a um “ramo da Neuropsicologia”, a sua identificação com a Afasiologia Clínica e, principalmente, o fato de considerá-la como uma espécie de “Neurofisiologia da Linguagem”. A autora chama a atenção para o caráter inovador da área, que tem incorporado em suas teorias fatores sociais, psicológicos e culturais da cognição humana e afirma que as afasias são um dos campos mais prolíferos para o estudo das relações entre cérebro, linguagem e cognição. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A Neurolinguística e o estudo das afasias==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro a correlacionar “sintomas clínicos” e áreas cerebrais foi Gall, no início do século XIX. Na época, as observações eram feitas “a olho nu” na caixa craniana e apalpando-se o cérebro, a fim de se detectar protuberâncias ou áreas lesadas. Gall postulou a linguagem como uma das faculdades mentais que estariam “localizadas” no cérebro. Esta tentativa de mapeamento cerebral ficou conhecida como ''Frenologia'' e foi muito criticada por diversos pesquisadores que se dedicaram ao estudo das funções complexas como linguagem e memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro trabalho a indicar uma área para a linguagem e que buscou demonstrar que ela é independente de outros processos cognitivos foi o de Broca, (1861), que descreveu o primeiro caso de afasia motora, ''localizando'' a área da linguagem ao pé da terceira circunvolução frontal do hemisfério esquerdo. Até hoje se utiliza a terminologia ''Afasia de Broca'' para se referir às alterações de linguagem decorrentes de lesão nessa área, embora atualmente se saiba que ela é responsável por apenas um dos aspectos da produção da fala: o aspecto motor e, mesmo assim, apenas parcialmente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns anos após o trabalho de Broca, em 1874, Wernicke publicou sua primeira pesquisa, correlacionando as dificuldades de compreensão da linguagem verbal com a primeira circunvolução temporal superior do hemisfério esquerdo. O modelo foi chamado de “conexionista”, pois prevê que regiões cerebrais que fazem conexões entre si seriam responsáveis pelo processamento das imagens sensoriais. Sendo esta área afetada, ocorreria uma ''Afasia de Wernicke''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa preocupação de se determinar a topografia das regiões cerebrais, que deu origem à Afasiologia Clínica, foi criticada por autores como Freud, Charcot e Jackson, na segunda metade do século XIX, e por Goldstein e Luria, no século XX. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Damásio afirma que os resultados das pesquisas desenvolvidas com modernos métodos de neuroimagem “têm mostrado que o processamento da linguagem não depende das áreas de Broca e Wernicke isoladamente, mas do trabalho de muitas áreas, ligadas como sistemas, trabalhando em sintonia”.  Segundo o autor, essas descobertas, entretanto, ainda não explicam a maior parte das variações ''entre diferentes sujeitos'' e as variações observadas na produção de ''um mesmo sujeito'', nem sua relação com os fatores sociais, históricos e culturais, que são constitutivos da linguagem e da cognição humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jackson, já no início do século XX, sugeria a participação dos linguístas na investigação dos fenômenos afasiológicos. Os primeiros trabalhos linguísticos na área, entretanto, surgiram apenas com Jakobson, em 1956. Desde então, várias tentativas de descrever e explicar os fenômenos têm sido feitas por pesquisadores, sobretudo os mais ligados aos estudos da sintaxe gerativa, que viram em fenômenos como o “agramatismo”, por exemplo, uma fonte importante de dados para os estudos da linguagem e para o estabelecimento de modelos para explicar o processamento normal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Neurolinguística Discursiva==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os termos ''neurolinguística discursiva'' (ND) ou ''neurolinguística de orientação enunciativo-discursiva'' têm sido utilizados para designar as abordagens teóricas que se desenvolveram, sobretudo a partir do início da década de 80, com os primeiros trabalhos de Coudry e, posteriormente, de Morato, que deram origem a dezenas de outras pesquisas de mestrado e doutorado na área de Neurolinguística do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem)/UNICAMP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contraposição à neurolinguística tradicional - predominantemente organicista, que reduz a linguagem à língua (como código) e que tem como principal objetivo postular modelos de processamento (utilizando-se, geralmente, de analogias computacionais), a ND incorpora fatores pragmáticos e discursivos, concebendo a linguagem como atividade ''sócio-histórica-cultural'', de natureza dialógica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal concepção, além de reorientar a avaliação de linguagem nas afasias, atentando para os elementos que estão presentes nos enunciados dos sujeitos, reorienta os acompanhamentos terapêuticos, privilegiando os processos alternativos de significação (verbais e não-verbais), desenvolvidos pelos afásicos para driblarem suas dificuldades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Notas==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências Bibliográficas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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CYTOWIC, R. (1996). The neurological side of neuropsychology. Cambridge: MIT Press.&lt;br /&gt;
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DAMÁSIO, A. (1977). “What a difference a decade makes”. Current Opinion in Neurology , Vol. 20, pp.177-178.&lt;br /&gt;
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FREUD, S. (1977). A interpretação das afasias. Lisboa: Edições 70.&lt;br /&gt;
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GOLDSTEIN, K. (1948). Language and language disturbances. New York: Grune &amp;amp; Stratton.&lt;br /&gt;
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HÉCAEN, H. &amp;amp; DUBOIS, J.(1969). La naissance de la Neurpsychologie du Langage. Paris: Flammarion.&lt;br /&gt;
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JAKOBSON, R. (1954). Dois aspectos da linguagem e dois tipos de afasia. In: Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix.&lt;br /&gt;
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LURIA, A. (1976). Basic Problems in Neurolinguistics. The Hague: Mouton.&lt;br /&gt;
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LURIA, A. (1981). Fundamentos da Neuropsicologia. São Paulo: EDUSP.&lt;br /&gt;
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MANSUR, L. &amp;amp; RODRIGUES, N.(1993). Prefácio. In: Temas em Neurolinguística (Vol. 2). São Paulo: Tec Art, Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp).&lt;br /&gt;
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MECACCI, L. (1984). Conhecendo o cérebro. São Paulo: Nobel: Instituto Italiano di Cultura di São Paulo, 1994. &lt;br /&gt;
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MENN, L. &amp;amp; OBLER, L. K. (1990). Agrammatic Aphasia: A cross-language narrative study. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORATO, E. (2001). Neurolinguística. In: MUSSALIM, F. &amp;amp; BENTES, A. C. (orgs.). Introdução à Linguística - domínios e fronteiras (pp. 143-170). São Paulo: Cortez.&lt;br /&gt;
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NOVAES-PINTO, R. C. (1999). Contribuição do estudo discursivo para uma análise crítica das categorias clínicas (tese de doutorado). Instituto de Estudos da &lt;br /&gt;
Linguagem. Campinas: Universidade Estadual de Campinas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NOVAES-PINTO, R. (2009). Semiologia das afasias: uma discussão crítica. Psicologia: Reflexão e Crítica , Vol. 22 (3).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Verbetes]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 29 May 2009 14:22:57 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Neurolingu%C3%3F%C2%ADstica</comments>		</item>
		<item>
			<title>Verbete modelo</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Verbete_modelo</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Comece o seu verbete com a definição do tema. A primeira menção do título do seu verbete deve ser em negrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este parágrafo, servindo como o resumo de sua entrada, deverá incluir algumas frases que devem ser compreensíveis para não-especialistas. Não use abreviaturas do seu tópico no verbete, escrever o seu título completo em todo o verbete não ocupa muito espaço e traz o seu verbete mais recente para o início de resultados de pesquisa do Google.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Divisões em Seções ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar uma nova Seção coloque o título da Seção entre três sinais de igualdade, como ilustrado abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;===Exemplo de seção===&lt;br /&gt;
&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse exemplo aparecerá assim no texto final:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Exemplo de seção===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escreva os títulos da seção com com apenas a primeira letra da primeira palavra em maiúscula. Ao longo de seu verbete, utilize ''itálico'' para enfatizar pontos. &lt;br /&gt;
Usar '''negrito''' para fornecer definições. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como criar uma subseção====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar uma subseção coloque o título da subseção entre quatro sinais de igualdade, como ilustrado abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;====Exemplo de subseção====&lt;br /&gt;
&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse exemplo aparecerá assim no texto final:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Exemplo de subseção====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fórmulas lógicas e matemáticas ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para inserir equações e outras fórmulas lógicas e matemáticas, é preciso usar uma notação especial, seguindo a marcação LateX. É possível obter mais detalhes e exemplos de uso dessa marcação [http://meta.wikimedia.org/wiki/Help:Displaying_a_formulanesta página] de ajuda do programa WikiMedia.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Citando referências ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grupos de mais de dois autores podem ser citados com &amp;quot;et al.&amp;quot;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado em (Albero A, 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como Albero (2009) afirmou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado em (Albero e Bocca, 2001). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado por Albero e Bocca (2001). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado por Albero et al. (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado por Albero, Bocca e Cuoco (2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado por Albero et al. (2007a), confirmado por Albero et al. (2007b) e rejeitado por Albero et al. (2007c).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado em (Albero, A., 1999).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Como comprovado pelo Albero e Bocca (2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Referências ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um autor: CASTRO, Cláudio de Moura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dois autores: CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três autores: ENRICONE, Délcia; GRILLO, Marlene; CALVO HERNANDEZ, Ivone.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais de três autores: RIBEIRO, Ângela Lage et al.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Organizador, compilador, etc.: D’ANTOLA, Arlette (Org.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entidade coletiva: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Faculdade de &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eventos (congressos, conferências, encontros...): CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR, 6., 1995, Porto Alegre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Referência Legislativa (leis, decretos, portarias...): BRASIL. Constituição, 1988.&lt;br /&gt;
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Livro: WEISS, D. (1992). Como Escrever com Facilidade. São Paulo: Círculo do Livro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Seção de livro: SCHWARTZMAN, S. (1983). Como a Universidade Está se Pensando? In: A. G. PEREIRA, Par a Onde Vai a Universidade Brasileira? (pp. pp. 29-45.). Fortaleza: UFC. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Artigo de revista: SAVIANI, D. (1979). A Universidade e a Problemática da Educação e Cultura. Educação Brasileira v. 1, n. 3, , 1, n.3, p.35-38.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Artigo de jornal: AZEVEDO, D. (22 de out. de 1985). Sarney Convida Igrejas Cristãs para Diálogo sobre o Pacto. Folha de São Paulo , p. p. 13.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento eletrônico: MELLO, Luiz Antonio (1992). A Onda Maldita: como nasceu a Fluminense FM. Niterói: Arte &amp;amp; Ofício. Disponível em: http://www.actech.com.br/aondamaldi. Acesso em: 13 out. 1997.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Como inserir Links ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Links externos====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escrever o link entre colchetes &amp;lt;nowiki&amp;gt;[  ]&amp;lt;/nowiki&amp;gt; seguido do nome do site, depois de um espaço. Como no exemplo: &amp;lt;nowiki&amp;gt;[http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/index.html Corpus do NILC]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, que será visualizado assim: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/index.html Corpus do NILC]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Links internos ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar um link para uma página interna da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística], basta colocar o termo entre colchetes duplos &amp;lt;nowiki&amp;gt;[[   ]]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, conforme o exemplo abaixo:&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[link interno]]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, que aparecerá assim: [[link interno]].&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 23:53:33 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Verbete_modelo</comments>		</item>
		<item>
			<title>Normas editoriais</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Normas_editoriais</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;• Verbete [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] começa com 2000 palavras sem contar figuras, gráficos, arquivos de som e vídeo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
• Um verbete não é um artigo, portanto não precisa de resumo, introdução, conclusão ou discussão. A ideia é como a de um pequeno dicionário no qual a definição inicial do tema principal já serve como um resumo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Não use a primeira ou segunda pessoa do singular. Como se trata de uma wiki, outras pessoas poderão sugerir modificações no seu trabalho, portanto, uma identificação muito pessoal não é o ideal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Procure ser neutro e indicar pontos de vista alternativos, especialmente se eles são amplamente aceitos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• O verbete deve avançar de informações mais simples a mais complexas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Sempre que possível, o verbete deve começar com uma frase ou um parágrafo do dicionário como definição do tema principal. Por exemplo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o &amp;quot;A Linguística é o estudo científico da linguagem verbal humana.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o &amp;quot;Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil etc., ou ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos.&amp;quot;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A fim de facilitar a leitura, dê destaque ao trecho em você define o seu tema, usando as etiquetas &amp;lt;nowiki&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;...&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt; no início e fim do trecho selecionado. Essas etiquetas também servem para ajudar a fazer com que seu verbete seja o primeiro resultado exibido pelo Google. Observe o exemplo abaixo:&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;strong&amp;gt;a definição fica aqui&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• O verbete deve ser escrito em uma linguagem acessível a um não especialista educado. Embora os assuntos devam ser tratados com rigor e profundidade e obedecendo a escrita padrão, tenha em mente que o principal público-alvo são alunos de gradução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Sempre que possível e necessário, o verbete pode trazer exemplos, ilustrações ou  arquivos de som e vídeo, a fim de facilitar a compreensão e enriquecer a leitura.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
• Lembre-se que muitos leitores do seu verbete não têm tempo ou a experiência necessários para  ler todo o verbete. Eles chegam a seu verbete através de outros links e estão em busca de respostas rápidas. Um bom verbete enciclopédico antecipa as perguntas e dá as respostas o mais rapidamente possível.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
• O verbete deve ser conciso, fazendo um bom uso da divisão em seções.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
• Procure fazer uso dos outros verbetes que já estão disponíveis, remetendo termos-chave do seu texto a eles. Por exemplo, o verbete sobre a Linguística não define linguagem mas remete a essa definição em outros verbetes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Evite o excesso de referências, citando apenas as obras mais centrais. No final do verbete, pode-se colocar uma lista de 'Leituras sugeridas' apontando trabalhos e links externos que tratem do tema abordado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dicas de formatação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Seções e subseções ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar uma seção escreva o seu título em uma nova linha entre dois sinais de igualdade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ex: &amp;lt;nowiki&amp;gt;== Título seção ==&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já as subseções são criadas entre três sinais de igualdade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Ex: &amp;lt;nowiki&amp;gt;=== Subseções ===&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O índice será gerado automaticamente para artigos com três ou mais seções. &lt;br /&gt;
Separe os parágrafos dentro de cada seção com uma linha vazia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Pontos de marcação === &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar uma lista de pontos, iniciar cada novo ponto com a estrela sinal &amp;quot;*&amp;quot;. Por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
* item 1&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
* item 2 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
** subitem 2a &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
** subitem 2b&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* item 3&lt;br /&gt;
&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gera:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* item 1 &lt;br /&gt;
* item 2 &lt;br /&gt;
** subitem 2a &lt;br /&gt;
** subitem 2b &lt;br /&gt;
* item 3 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Negrito e itálico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para fazer aparecer uma palavra em itálico, coloque-a entre duas aspas simples &amp;lt;nowiki&amp;gt;('')&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Por exemplo, &amp;lt;nowiki&amp;gt;''itálico''&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Gera: ''itálico''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para fazer aparecer uma palavra em negrito, coloque-a entre três aspas simples &amp;lt;nowiki&amp;gt;('''&amp;lt;/nowiki&amp;gt;). Por exemplo, &amp;lt;nowiki&amp;gt;'''negrito'''&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Gera: '''negrito'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Subescritos e sobrescritos ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para tornar um número ou uma palavra subescritos, utilize o &amp;lt;nowiki&amp;gt;&amp;lt;sub&amp;gt;...&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Por exemplo, X&amp;lt;nowiki&amp;gt;&amp;lt;sub&amp;gt;Ca&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt; aparece como X&amp;lt;sub&amp;gt; Ca &amp;lt;/sub&amp;gt;.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
• Para tornar um número ou palavras sobrescritos, utilize o &amp;lt;sup&amp;gt;...&amp;lt;/sup&amp;gt;. Por exemplo, Ca&amp;lt;nowiki&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt; 2 + &amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt; aparece como Ca &amp;lt;sup&amp;gt; 2 + &amp;lt;/sup&amp;gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não utilize tags HTML para equações matemáticas, mesmo as simples. Para equações matemáticas, use linguagem LateX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
===Tabelas===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
[http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística]  permite a construção de tabelas usando três tipos de sintaxe: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- XHTML&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- HTML  e wiki-&amp;lt;td&amp;gt; syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- e a chamada pipe syntax &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os três métodos produzem códigos de HTML (a linguagem lida pelos browsers) válidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ilustraremos aqui apenas a pipe syntax, porque é a mais simples das três. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tabela é criada e fechada por uma chave mais uma barra &amp;lt;nowiki&amp;gt;{|&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada mudança de linha cria uma nova linha na tabela. Para criar células em cada linha, basta usar &amp;lt;nowiki&amp;gt;||&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, como separação. Observe a ilustração abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;{|&lt;br /&gt;
| cell1 || cell2&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| cell3 || cell4&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| cell5 || cell6&lt;br /&gt;
|}&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa tabela aparecerá na página assim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|&lt;br /&gt;
| cell1 || cell2&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| cell3 || cell4&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| cell5 || cell6&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fórmulas lógicas e matemáticas ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para incluir fórmulas matemáticas, basta escrevê-las usando linguagem LaTeX dentro das etiquetas &amp;lt;nowiki&amp;gt;:&amp;lt;math&amp;gt; &amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Por exemplo:&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt; &lt;br /&gt;
f(x) = \lim_{T \rightarrow \infty} \frac{1}{T} \int_0^T g(x, t) \, dt  &lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resultado:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt; &lt;br /&gt;
f(x) = \lim_{T \rightarrow \infty} \frac{1}{T} \int_0^T g(x, t) \, dt  &lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
=== Incluindo figuras e arquivos de mídia===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para incluir uma figura no verbete, colocar o marcador &amp;lt;nowiki&amp;gt;[[Imagem: nome da pasta.ext]]&amp;lt;/nowiki&amp;gt; no texto, onde deseja que a figura apareça. Aqui, nomedoarquivo.ext é o nome do seu arquivo de imagem, e .ext é o nome da extensão do arquivo, por exemplo, gif, jpeg, mpeg. Utilize um nome exclusivo para essa figura, a fim evitar sobrescrever outra figura com o mesmo nome. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pode-se incluir formatos .gif, .jpeg, .jpg&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Figuras na [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] são numeradas automaticamente, se você precisar fazer referência a elas, você deverá criar um rótulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Evite figuras complexas com subfiguras e longas legendas.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Se você reproduzir uma figura de uma publicação qualquer, é possível que ela seja protegida por direitos autorais. Sendo assim, talvez seja necessário obter uma permissão para reproduzir a figura. O uso das figuras no seu verbete é de responsabilidade da pessoa que as enviou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Curadores== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para sugerir um tema, basta entrar na página da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística], clicar em [[Verbetes]], depois em ‘editar’ e criar um título novo entre dois colchetes. Ex: &lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;[[Título Novo]]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os títulos em vermelho no índice de [[Verbetes]], foram sugeridos mais ainda não foram escritos nem reservados&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 22:48:53 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Normas_editoriais</comments>		</item>
		<item>
			<title>Instru?§?µes de registro</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Instru%C3%3F%C2%A7%C3%3F%C2%B5es_de_registro</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Para fazer o seu registro o curador deve ir em Ferramentas Pessoais – Criar uma conta ou entrar -&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Criar e/ou reservar verbete ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para criar e reservar um verbete, vá a página [[Verbetes]], clique no botão 'editar' na parte superior da página da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] e escreva o título do novo verbete entre colchotes duplos. Ex: &amp;lt;nowiki&amp;gt;[[Novo título]]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você deseja reservar esse verbete, clique sobre o novo título e preencha a janela que se abrirá com seu nome ou do curador que pretende indicar e a sigla da universidade a qual o novo curardor se afilia. Caso queira sugerir apenas o tema do novo verbete, não escreva nada dentro da página do link que se formará ao digitar o novo título entre colchetes duplos. Assim, o novo título criado ficará em vermelho, indicando que o mesmo está em aberto a novos colaboradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convite de autores ==&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 22:33:23 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Instru%C3%3F%C2%A7%C3%3F%C2%B5es_de_registro</comments>		</item>
		<item>
			<title>Instru?§?µes para autores</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Instru%C3%3F%C2%A7%C3%3F%C2%B5es_para_autores</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Os autores da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] são convidados pelos curadores ou pelos editores, ou ainda podem [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Submiss%C3%A3o_de_trabalhos submeter] um verbete para análise dos [[Editores]]. O objetivo da enciclopédia é permitir o acesso ao público brasileiro a material de qualidade sobre psicolinguística e assuntos correlatos, contribuindo para suprir a lacuna de bibliografia em português nessas àreas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você for editor da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística], pode sugerir temas, convidar novos autores para os verbetes e reservar temas do seu interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Convite ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ver [[Instruções de registro]] para criar e reservar o seu verbete ou para convidar co-autores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para acessar e modificar seus verbetes, você precisa estar autenticado, para isso clique em  “login”, na barra superior da página e forneça seu nome de usuário e senha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Em seguida, no menu Para Leitores, entre em [[Verbetes]] e  clique no título do verbete desejado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para editar o seu verbete, clique em 'editar' (botão acima do título do verbete). Após editar o texto na janela de edição, pressione &amp;quot;Salvar página&amp;quot; (botão na parte inferior).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para enviar o seu verbete, faça o login, vá para o seu verbete, clique no botão 'editar', copie e cole o seu texto na janela e, em seguida, pressione &amp;quot;Salvar página&amp;quot; (botão na parte inferior).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Para facilitar a redação do seu verbete, consulte [[Verbete modelo]] da [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística].&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 21:51:06 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Instru%C3%3F%C2%A7%C3%3F%C2%B5es_para_autores</comments>		</item>
		<item>
			<title>Submiss?£o de trabalhos</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Submiss%C3%3F%C2%A3o_de_trabalhos</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] publica verbetes sobre psicolinguística, aquisição da linguagem e temas relacionados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os textos estão protegidos por licença [[Imagem:Cclicense.jpg]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para saber mais sobre os termos de uso, consulte nossa política de privacidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Áreas de interesse==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.Processamento de sentença&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.Processamento lexical&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.Aquisição de linguagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.Bilinguismo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.Ciências da fala &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.Percepção da fala&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Produção da fala&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Processamento fonológico &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Modelos computacionais da linguagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Neurolinguística&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Linguística computacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fonoaudiologia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação na [http://psicolinguistica.letras.ufmg.br/wiki Wikipsicolinguística] acontece por meio de convites dos editores e curadores. No entanto, propostas independentes também serão avaliadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os interessados em propor um verbete devem enviar um verbete de no mínimo 2000 (duas mil) palavras de acordo com as [[Normas editoriais]] ilustradas também no [[Verbete modelo]]. Os verbetes seguirão para parecer dos [[Editores]] e, caso aceitos, serão publicados no número seguinte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo número deverá ser lançado até o dia 31 de setembro de 2009. O prazo limite para o envio dos trabalhos propostos para o próximo número é '''10 de agosto de 2009'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Autores já convidados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana Luiza Navas (FCMSCSP) - [[Lapsus Linguae]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aniela Improta (UFRJ) - [[Acesso Lexical]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Olímpio de Magalhães (UFMG) – [[Bootstraping Theory]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fábio Alves (UFMG) – [[Rastreamento ocular]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edson Françozo (UNICAMP) - [[Conexionismo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luiz Arthur Pagani (UFPR) - [[Analisadores gramaticais em Prolog]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ricardo de Souza (UFMG) - [[Interlíngua]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 21:27:05 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Submiss%C3%3F%C2%A3o_de_trabalhos</comments>		</item>
		<item>
			<title>Efeito de Frequ?ªncia</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Efeito_de_Frequ%C3%3F%C2%AAncia</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;__NOTOC__&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Versão Inicial: Leonardo Almeida, Leonardo Araújo,Marcela Corrêa, Rosana Passos, Tereza Lara &amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curador: [http://www.psicolinguistica.org Maria Luiza Cunha Lima, Laboratório Virtual de Psicolingüística], [http://www.letras.ufmg.br Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__TOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Definição==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Palavras que tem maior frequência de ocorrência são reconhecidas mais rapidamente do que palavras infrequentes (Forster e Chambers, 1973; Rubenstein, Garfield e Millikan, 1970; Scarborough D. L., Cortese e Scarborough H. S, 1977; Whaley, 1978). Além disso, o som de palavras de alta frequência é mais facilmente identificado quando a relação sinal ruído é baixa (Savin, 1963). Essa vantagem em termos de processamento, para as palavras de alta frequência, é conhecida como efeito de frequência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A frequência de ocorrência das palavras em uma língua é determinada a partir das construções de corpora. Os corpora podem ser de fala ou de escrita. Para o português brasileiro contemporâneo não existe nenhum grande corpus de fala que seja público. Contudo, existem diversos corpora de escrita públicos. Dentre eles destacam-se o  [http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/index.html Corpus do NILC] e o [http://www2.lael.pucsp.br/corpora/bp/index.htm Banco do Português]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologias de avaliação do efeito de frequência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O efeito de frequência em uma determinada língua pode ser avaliado através de tarefas de acesso lexical ou de experimentos de naming. Esses testes são capazes de medir o tempo de reação dos sujeitos a palavras muito ou pouco frequentes e a logatomas. Logatomas são sequências de letras desprovidas de significado que obedecem as restrições ortográficas de uma língua e, sendo assim, podem ser pronunciadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durantes esses testes, sequências de letras são apresentadas em uma tela. Em tarefas de acesso lexical, os participantes decidem se o estímulo visual apresentado é uma palavra ou um logatoma ao pressionar um botão. O tempo de reação medido corresponde à diferença de tempo entre a apresentação do estímulo e o acionamento do botão. Já em experimentos de naming, os sujeitos são instruídos a pronunciar a sequência de letras apresentada o mais rapidamente possível. O período entre a apresentação do estímulo e o início do vozeamento corresponde ao tempo de reação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Breve Revisão da Literatura==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um estudo clássico de acesso lexical, Rubenstein, Garfield e Millikan (1970) submeteram 39 sujeitos a uma tarefa que tinha o objetivo de investigar o quão rápido eles determinariam se certas sequências de letras formariam palavras. A tarefa dos participantes consistia em pressionar um botão “sim”, quando a sequência de letras formasse uma palavra, ou um botão “não”, quando a sequência de letras formasse um logatoma. No total, os participantes foram apresentados a 3 grupos distintos de estímulos: palavras homógrafas, ou seja, com vários sentidos, palavras não homógrafas e logatomas. Os grupos incluíam palavras que variavam em função da alta ou baixa frequência de ocorrência no inglês norte-americano. Em resumo, os resultados desse estudo indicaram que (1) as palavras foram mais rapidamente reconhecidas do que os logatomas; (2) o tempo de reconhecimento de palavras foi significativamente menor para as palavras de alta frequência do que para palavras de baixa frequência, indicando claramente o efeito de frequência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outro estudo, Forster e Chambers (1973) obtiveram resultados semelhantes utilizando a técnica de naming. Nesse estudo, 15 palavras de baixa frequência, 15 palavras de alta frequência e 30 logatomas foram apresentados a 3 grupos de 10 sujeitos. O primeiro grupo realizou a tarefa de naming, ou seja, foi instruído a pronunciar o mais rapidamente possível a sequência de letras apresentada. O segundo grupo foi instruído a somente pronunciar a palavra após um alarme sonoro. Esse grupo foi utilizado apenas no controle da precisão do instrumento de medida. Por último, o terceiro grupo realizou a tarefa de decisão lexical e, sendo assim, seus integrantes foram instruídos a pressionar um botão “sim” caso o estímulo correspondesse a uma palavra e um botão “não” caso o estímulo correspondesse a um logatoma. Os resultados do experimento apontam que tanto na tarefa de naming quanto na tarefa de decisão lexical palavras de alta frequência são reconhecidas significativamente mais rapidamente do que palavras de baixa frequência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no sentido de confirmar a robustez do efeito de frequência, Whaley (1978) realizou um experimento de decisão lexical controlando diversas variáveis: tamanho da palavra em termos de sílabas, letras e fonemas, frequências das letras presentes na palavra, frequência de ocorrência da palavra, concretude, significância, idade de aquisição. Os resultados obtidos indicam claramente que a variável que explica melhor a variação do tempo de resposta ao estímulo é a frequência de ocorrência das palavras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Modelos de acesso lexical== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem duas classes de modelos que buscam explicar o acesso lexical, os modelos seriais e os modelos paralelos. Devido a sua robustez, o efeito de frequência tem papel fundamental nas duas classes de modelos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Modelo Serial ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um modelo clássico que serve de base para diversos modelos seriais é apresentado em Forster (1976). No modelo proposto por Forster existem três formas de acesso ao léxico: a via ortográfica, a via fonológica e a via semântica (Figura 1). Cada um dos arquivos de acesso possui uma série de códigos vinculados a um ponteiro para o arquivo principal. A entrada para uma palavra no arquivo principal contém todas as informações que se possui sobre a mesma. Desta maneira, para se acessar uma palavra no arquivo principal deve-se inicialmente encontrar o código para palavra nos arquivos de acesso, localizar o ponteiro correspondente e, em seguida, recuperar as informações do arquivo principal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os códigos nos arquivos de acesso são agrupados em categorias. Deste modo, o primeiro estágio do acesso lexical consiste na determinação da categoria a qual a palavra pertence. Dentro das categorias, as palavras estão organizadas de acordo com sua frequência de ocorrência. Dessa maneira, as palavras mais frequentes são listadas antes das palavras menos frequentes. Esse fato fornece uma explicação para o efeito de frequência, já que ao se acessar palavras mais frequentes percorre-se um número menor de palavras. Com efeito, o acesso a palavras mais frequentes é mais rápido do que o acesso a palavras menos frequentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image:Modelo_serial.jpg‎ |frame|center|Figura 1 – Modelo de acesso lexical serial. (Baseado em Forster, 1976) ]] &amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Modelo Paralelo===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um modelo paralelo seminal, o “logogen” é descrito em Morton (1969). O nome do modelo deriva do hibridismo entre o vocábulo grego “logo”- palavra - e latino “gen”– nascimento. O logogen é um dispositivo que aceita informação sensorial de sistemas envolvidos na percepção linguística (Figura 2). Cada logogen é definido pela informação que é capaz de ativá-lo e pela resposta que essa ativação produz. As informações capazes de ativar um logogen podem ser semânticas, visuais ou acústicas. Quando o conjunto dessas informações atinge um limiar num determinado logogen, a resposta é ativada e armazenada no buffer de saída. Essa resposta pode então servir para realimentar o sistema ou emergir como a palavra buscada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os logogens associados a palavras com maior frequência de ocorrência têm um limiar de ativação mais baixo e, sendo assim, precisam de menos informações para serem ativados. Desta forma, palavras com maior frequência de ocorrência apareceriam na saída do modelo mais rapidamente do que palavras de menor frequência de ocorrência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image: Modelo_paralelo.jpg‎ |frame|center|Figura 2 – Modelo de acesso lexical paralelo. (Baseado em Morton, 1969)]] &amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências Bibliográficas==            &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I., F. K. (1976). Accessing the mental lexicon. In W. e. R.J., New Approaches to Language Mechanisms (pp. 257-287). Amsterdam: North-Holland.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I., F. K., &amp;amp; M., C. S. (1973). Lexical access and naming time. Journal of Verbal Learning and Behavior , 12, pp. 627-635.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Verbetes]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 21:18:22 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Efeito_de_Frequ%C3%3F%C2%AAncia</comments>		</item>
		<item>
			<title>Editores</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Editores</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Ana Luiza Navas (FCMSCSP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antonio João Carvalho Ribeiro (UFRJ)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edson Françozo (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ernesto Perini (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fábio Alves (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Olímpio de Magalhães (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcus Maia (UFRJ)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.unicamp.br/iel/site/docentes/plinio/plinio.htm Plínio Barbosa] (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://www.renata.vieira@pucrs.br Renata Vieira] (PUC-RS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Renato Miguel Basso (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ricardo de Souza (UFMG)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rosana Novaes Pinto (UNICAMP)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandra Merlo (UNICAMP)&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 20:56:41 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Editores</comments>		</item>
		<item>
			<title>Equipe T?©cnica</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Equipe_T%C3%3F%C2%A9cnica</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Rodrigo Barbosa - IC/Computação/UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Artur Louzada Jeber- IC/Computação/UFMG&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 20:52:14 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Equipe_T%C3%3F%C2%A9cnica</comments>		</item>
		<item>
			<title>Expediente</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Expediente</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: /* Próximo número */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Editora-Chefe: [http://www.psicolinguistica.org Maria Luiza Cunha Lima, Laboratório Virtual de Psicolingüística], [http://www.letras.ufmg.br Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.[[Editora Executiva]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.[[Editores]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.[[Equipe Técnica]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 2009 | volume 1 ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Primeiro número ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Efeito de Frequência]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Eventos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Gagueira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Gesto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Good-Enough Theory]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Late Closure]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Lingüística Computacional]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Priming]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Prosódia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Teoria do Garden Path ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Próximo número==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Previsto para 31/09/09.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Regras para [[Submissão de trabalhos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ISSN (online) Número já solicitado ao [http://www.ibict.br Ibict]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 20:50:45 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Expediente</comments>		</item>
		<item>
			<title>Editora Executiva</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Editora_Executiva</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: Nova página: Bruna Rodrigues do Amaral (UFMG).&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Bruna Rodrigues do Amaral (UFMG).&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Sun, 24 May 2009 20:49:45 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Editora_Executiva</comments>		</item>
		<item>
			<title>Testes</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Testes</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;reservado para minzinha!!!!&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 22 May 2009 18:44:53 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Testes</comments>		</item>
		<item>
			<title>Gesto</title>
			<link>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Gesto</link>
			<description>&lt;p&gt;Sumário: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;__NOTOC__&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Versão Inicial: Ana Cristina Carvalho Pereira &amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Curador: Ana Cristina Carvalho Pereira &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__TOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Introdução ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gesto é uma palavra que vem do latim lat. ''géstus,us''' e significa movimento, atitude, gesto, gesticulação, esgar, visagem, careta. É uma ação corporal visível e voluntária, pela qual um determinado significado é transmitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gesto é uma forma de comunicação não-verbal de um indivíduo que possuiu uma grande expressividade permitindo expressar uma variedade de sentimentos e pensamentos. É feito com uma ou mais partes do corpo, às vezes usando o corpo inteiro, mãos, braços e expressões fisionômicas. Acontece sem ou com a combinação de uma comunicação verbal podendo dar mais força à fala, ou mesmo substituí-la. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;O homem é um ser em movimento e, ao mover-se, põe em funcionamento formas de expressão completas e complexas. [...]. A expressão gestual serve tanto a intenção cognitiva, expressiva ou descritiva, quanto a referências de ordem afetiva.&amp;quot;(Rector &amp;amp; Trinta, 1993, p. 21)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A linguagem do gesto ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É o processo pelo qual as pessoas manipulam intencionalmente ou não ações e expectativas exprimindo experiências, sentimentos e atitudes de forma a relacionarem-se e controlarem-se a si próprias, os outros e o ambiente (Hickson e Stacks, 1985). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estudos têm indicado que “os elementos não verbais da comunicação social são responsáveis por cerca de sessenta e cinco por cento do total das mensagens enviadas e recebidas no processo de interações humanas, nas quais o gesto tem um papel fundamental” (Rector &amp;amp; Trinta, 1993, p. 21). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta linguagem não verbal, facilmente identificamos os seguintes gestos corporais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Cabeça ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de cabeça são importantes indicadores do andamento de uma interação. Os acenos de cabeça são sinais não verbais muito rápidos, mas perceptíveis. Um aceno de cabeça de quem ouve é entendido por quem fala como um sinal de atenção, desempenhando um papel de reforço e encorajamento para continuação da fala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Olhos ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A frequência, a duração e a ocasião de um olhar são fatores que permitem enviar  mensagens sobre o relacionamento entre duas ou mais pessoas. Ao estabelecermos contacto visual com o outro, ele irá de alguma forma sentir-se incluido na conversa, ao mesmo tempo que podemos elimina-lo da conversa, eliminado o contacto visual. Um olhar transmite uma série de comportamentos, desde um comportamento passivo através de um olhar evasivo, ou um olhar direto e terno que pode indicar carinho, consideração, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Mãos ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes gestos podem ser executados por uma ou duas mãos. É a categoria de gesto com maior ocorrência devido a habilidade e precisão da mão humana em adquirir um grande número de configurações claramente perceptíveis. Daí a importância que se atribui à [[língua de sinais]], que não será tratada aqui. Os movimentos de mãos que fazemos quando falamos são fortemente interligados com a nossa fala no tempo, no significado e na função. Ignorá-los é ignorar uma parte da conversação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Posições do corpo ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos aspectos importantes da comunicação não verbal é a postura. Esta designa os modos de nos movimentarmos, sendo algo que se vai adquirindo com o tempo e com os hábitos. Este sinal, é em grande parte involuntário, mas pode participar de forma importante no processo de comunicação. Em todas as culturas existem muitas formas de estar deitados, sentados ou de pé e posturas variadas que correspondem a situações de amizade ou de hostilidade, bem como posturas que indicam um estado ou condição social, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Movimentos do corpo ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maneira como um indivíduo estrutura o seu micro-espaço é feito de forma inconsciente, sendo esta uma questão sempre relacionada com a situação, o ambiente e a cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Expressão facial ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O canal privilegiado de expressar as emoções é o rosto. Todos nós temos uma série de máscaras e movimentos faciais que utilizamos de acordo com aquilo que queremos transmitir. As expressões faciais desempenham diversas funções, tais como, expressão das emoções e das atitudes interpessoais, o envio de sinais inerentes à interacção em curso e a manifestação de aspectos típicos da personalidade de um indivíduo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Significado cultural dos gestos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos nós, mesmo inconscientemente, somos portadores de especificidades culturais em nossos corpos. Todo indivíduo desenvolve características corporais em relação à forma e movimento, de acordo  com o seu contexto social, sua história familiar, suas experiências motoras e emocionais e sua bagagem cultural. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria dos povos além das palavras usa gestos quando falam. Este uso por alguns grupos étnicos é mais frequente do que em outros, e esta variação da quantidade da gesticulação é considerada um fator cultural. Isto se dá porque diversas partes do corpo humano são solicitadas de forma diferenciada, de acordo com as demandas da vida individual e social. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partilhando a opinião de George H. Mead (1934), a conversação por gestos está na origem de qualquer linguagem, ela é o modelo de qualquer comunicação, já que comporta dois aspectos de qualquer processo social: a reação de adaptação do outro e a antecipação do resultado do ato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os tipos mais conhecidos de gestos são os emblemáticos. São específicos de cada cultura, sendo que cada comunidade tem repertórios específicos de tais gestos. Um único gesto emblemático pode ter um significado muito diferente em contextos culturais diferentes, transformando-se de elogio a altamente ofensivo. No Brasil, por exemplo, o gesto americano ''“OK”'' feito com a mão é tradicionalmente interpretado como ofensivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos apontar trabalhos de grande relevância para o entendimento da correlação do gesto com a narrativa dos falantes de diferentes línguas e suas culturas. Consultar, por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• David Efron. - ''Gesture and Environment'' (1941); ''Gesture, Race and Culture'' (1972);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Adam Kendon - ''Geography of gesture'' (1981);'' Conducting Interaction: Patterns of Behavior in focused encounters'' (1990);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Sotaro Kita - ''Language and thought interface: A study of spontaneous gestures and Japanese mimetics'' (1993); ''Speech-accompanying gestures as a window into event conceptualization at the moment of speaking in adults and children'' (2004);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Cornelia Muller - ''Semantic structure of motional gestures and lexicalization patterns in Spanish and German descriptions of motion-events'' (1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Visão histórica de estudos sobre o gesto ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Estudos tradicionais ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na tradição Romana, Marcus Tullius Cicero (106 a 43 a.C.) discute os gestos e as expressões faciais em seus tratados sobre a arte da oratória enfatizando como os gestos especialmente o rosto deve ser usado para expressar sentimentos no discurso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marcus Fabius Quintilianus (30 a 95 d.C) apresenta a discussão mais completa sobre os gestos do período Romano. Em sua obra Institutio Oratória, um programa completo para a educação de um jovem orador e como o gesto deveria ser usado no discurso retórico, Quintilianus chama a atenção para a importância de dois aspectos: a voz e o movimento (Kendon, 2004).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O retórico latino Julius Victor (entorno do século IV d.C.) fala sobre a importância dos gestos e das recomendações feitas para sua utilização. Particularmente sobre o olhar e a mão diz que, “frente à diversidade infinita das línguas faladas por todos os povos e todas as nações elas [as mãos] me parecem ser a linguagem comum de todos os homens” (Julius Victor, em torno do século IV d.C. apud Patillon (1990, p. 11-12)).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;São [as mãos] por assim dizer uma segunda palavra; pedem, prometem, chamam, despedem, ameaçam, suplicam, repelem com horror, temem, interrogam, negam; [elas] expressam a alegria, a tristeza, a hesitação, a aprovação, o arrependimento, a medida, a quantidade, o número, o tempo; [elas] incitam, reprimem, aprovam, marcam a admiração ou o pudor; [elas] substituem o  lugar dos advérbios e dos pronomes para indicar um lugar ou uma pessoa [...] (Julius Victor, em torno do século IV d.C.).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de regras sistematizadas para os oradores (Cícero, Quintilianus, Julius Victor, etc.) muitas vezes, eram atribuídas conotações negativas a uma gesticulação exagerada, por revelar não só a falta de formação retórica do orador, mas também falta de conhecimentos linguísticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No século XVII, destacamos Jonh Bulwer (1606-1656), que publicou os tratados: Chirologia, or the Natural Language of the hand e Chironomia, or the Art of Normal Rhetoric, em 1644. No primeiro tratado, o autor apresenta inicialmente uma observação introdutória em que exalta o discurso e a aptidão das mãos e em seguida lista e discute sessenta e quatro gestos das mãos, quarenta e oito dos quais estão ilustrados em dois quadros chirogramáticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image: Clip_image002.jpg |frame|center|Figura 1: Ilustração da obra The naturall language of the hand (Bulwer, 1644) ]]&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O rigor desses estudos foi uma influência marcante nas obras de vários autores posteriores de manuais de gestos da época vitoriana e modelo para vários livros publicados nas décadas subsequentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gilbert Austin (1753 -1837), no século XIX, escreve Chironomia (1806), que foi o estudo do gesto mais ambicioso e influente publicado no período. Seu trabalho foi influenciado por Quintilianus no que diz respeito à arte do uso do gesto e também foi fortemente influenciado pelo trabalho de Jonh Bulwer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image: Clip_image003.jpeg |frame|center|Figura 2: Prancha nº. 9 do trabalho Chironomia de Gilbert Austin, 1806.]]&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema de notação dos gestos de Austin começou a partir de uma representação do corpo em uma esfera imaginária, dentro da qual o falante movia seu corpo, pés, mãos na direção de um dos pontos demarcados na esfera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image: Clip_image004.jpeg |frame|center|Figura 3: Representação da esfera imaginária (Austin,1806)]] &amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro estudo importante foi feito por Albert M. Bacon que, baseado explicitamente no modelo de Austin, meramente simplificou e atualizou suas figuras ilustrativas de modo que pareçam sobriamente vestidas e senhoriais. Adicionalmente, apresenta uma variedade de expressões faciais. Podemos observar nas figuras abaixo que, como Austin, Bacon usava uma esfera imaginária para mapear os gestos dos falantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;[[Image: Clip_image005.jpeg |frame|center|FFigura 4: Representação da esfera imaginária (Bacon, 1875) ]]&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Iluminismo, desenvolveu-se um novo interesse no gesto que, de algum modo, chega até os dias de hoje. De fato, no século XVIII os filósofos estavam preocupados com a origem da linguagem e com a base universal da razão. Vários pensadores acreditavam que as primeiras línguas fossem gestuais. Por exemplo, Condillac ([1756] reimpressão 1971 ''apud'' McNeill, 1995) afirmou que a linguagem original emergiu de signos naturais, ou seja, dos gestos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais recentemente, a conexão entre gesto e pensamento foi um dos centros de interesse de Wilhelm Wundt (1832- 1920). Ele foi o fundador do primeiro laboratório moderno de psicologia no Instituto Experimental de Psicologia da Universidade de Leipzig, na Alemanha em 1979. Seu interesse pelo gesto se restringiu aos gestos convencionalizados, como os gestos típicos dos napolitanos, dos índios americanos, e os da linguagem de surdos. Contudo, com seus estudos faz com que o gesto se tornasse um importante elo entre a forma interior e a sua tradução em forma exterior - uma concepção que também aparece na psicolinguística contemporânea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente na pesquisa pioneira de David Efron (1941) em sua tese de doutorado, ''Gesture and Environment'', os gestos espontâneos que acompanham de modo sincronizado a fala foram descritos. Seu trabalho foi um marco de cientificidade pelo rigor de seu método. A partir de uma visão antropológica, Efron observou e analisou dois grupos de imigrantes europeus alocados em New York (judeus do leste europeu e italianos do sul) realizando observações visuais, chegando a realizar filmes em câmara lenta (porém mudos) e inúmeros desenhos. Ele introduziu as categorias gestuais que têm sido a base de todos os esquemas classificatórios subsequentes de gestos, além do método de observação de gestos espontâneos do cotidiano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, os estudos sobre gestos, iniciados por DaviD Efron na década de 40, foram amplamente divulgados na década de 70 por Ekman e Friesen (1969). Neste período os dois autores propuseram um esquema de classificação da linguagem não verbal, identificando cinco tipos de gestos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• '''ilustrativos''' - ocorrem durante a comunicação verbal e servem para ilustrar e dar forma ao que está sendo dito. Qualquer tipo de movimento corporal que desempenhe um papel auxiliar na comunicação não verbal é um ilustrador; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• '''adaptadores''' - são gestos utilizados para esconder emoções que não queremos expressar. São utilizados quando o nosso estado de ânimo não é compatível com a situação inter-relacional;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• '''emblemáticos''' - são sinais emitidos intencionalmente, o seu significado é específico e muito claro, já que representa uma palavra ou um conjunto de palavras bem conhecidas, como por exemplo, levantar o polegar para cima para dizer que “está tudo bem”. São os gestos específicos de cada cultura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• '''reguladores''' - são movimentos produzidos por quem fala ou por quem ouve com a finalidade de regular as intervenções na interação. Os gestos reguladores mais frequentes são as inclinações de cabeça e o olhar fixo. São usados para controlar os turnos de fala na conversação; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• '''exposições da influência''' - São semelhantes aos ilustradores no sentido em que também acompanham a palavra, mas diferem deles no aspecto de refletirem um estado emotivo em que se encontra a pessoa. Através deste tipo de gestos expressam-se emoções como: a ansiedade ou a tensão do momento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um avanço importante no campo destes estudos sobre o gesto foi o trabalho de Adam Kendon. Ele investigou muitos aspectos dos gestos, incluindo seu papel na comunicação, na evolução da língua bem como a convencionalização do gesto. Também propõe a integração do gesto e do discurso a partir da existência de uma unidade entre a fala e o gesto, mencionada em dois de seus artigos mais importantes como: ''Some relationship between body motion and apeech'' (1972) e ''Gesticulation and speech: two aspects of the process of utterance'' (1980). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Estudos atuais ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante séculos o gesto foi considerado, no melhor dos casos, como um aspecto trivial ou um simples adereço da expressão humana. Como consequência, apesar do grande número de livros e de artigos que foram publicados sobre o gesto, nós ainda estamos na fronteira de um território desconhecido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente nos últimos quinze anos é que a relevância do estudo sobre o gesto reaparece e se intensifica, envolvendo áreas como linguística, arqueologia, antropologia, biologia, neurologia, etnologia, teatro, literatura, artes visuais, dança, psicologia cognitiva, engenharia computacional, etc. Esta ampliação das pesquisas e das áreas envolvidas são uma tentativa de apresentar o que parecem ser as linhas mais importantes a respeito do gesto de investigação que ainda precisam ser desenvolvidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das abordagens, entre muitas, que possibilitou a ampliação destes estudos busca responder de forma diferente às perguntas sobre o que são a mente, a cognição e qual o papel do corpo no processo, tendo como conceito chave o de ''Embodiment''&amp;lt;ref&amp;gt;O termo corporificação foi adotado como tradução de “embodiment”. Mas na Linguística Cognitiva encontramos outros termos para esta tradução como corporeidade, corporificado, corporização, incorporado, não havendo ainda um consenso&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Gibbs (2006, p. 276)&amp;lt;ref&amp;gt;Tradução livre da autora do texto original inglês: “[...] Cognition is what occurs when the body engages the physical, cultural world and must be studied in terms of the dynamical interactions between people and the environment. Human language and thought emerge from recurring patterns of embodied activity that constrain ongoing intelligent behavior. We must not assume cognition to be purely internal, symbolic, computational, and disembodied, but seek out the gross and detailed ways that language and thought are inextricably shaped by embodied action. This premise reflects a methodological imperative for cognitive science.” &amp;lt;/ref&amp;gt;, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A cognição ocorre quando o corpo interage com os mundos físico e cultural e deve ser estudada em termos das interações dinâmicas entre pessoas e seu meio. A linguagem e o pensamento humanos emergem a partir de padrões recorrentes de atividade corporificada que condiciona o comportamento inteligente em ação. Não devemos supor que a cognição seja puramente interna, simbólica, computacional e desencarnada, mas buscar os vários modos que linguagem e pensamento estão inextricavelmente modelada pela ação corporificada.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passa-se a discutir como a mente e o corpo são relacionados de maneira muito íntima, e como o pensamento e a linguagem humanas são ligados fundamentalmente à ação corporal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Gibbs &amp;lt;ref&amp;gt;Tradução livre da autora do texto original em inglês: “view of speech and gesture assumes that these communicative activities are grounded in common thought processes. Speech and gesture have a strong reciprocal relationship through the entire process of speech production, ranging from phonological encoding up through producing syntax, semantics, and discourse. Even though speech and gesture may communicate different aspects of people’s thoughts, the tight coupling of these activities suggests that any disruption in one (e.g., gesture) will have negative effects on the other (e.g., speech.)”. (Gibbs, 2006: 165-166).&amp;lt;/ref&amp;gt; (2006, p. 165 -166) esta, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;A abordagem de discurso e gesto supõe que estas atividades comunicativas estão baseadas em processos de pensamento comuns. O gesto e o discurso têm um forte relacionamento recíproco através de processos inteiros de produção de discurso indo da codificação fonológica até a produção de sintaxe, semântica e discurso. Embora a fala e o gesto possam comunicar aspectos diferentes dos pensamentos das pessoas, o acoplamento íntimo dessas atividades sugere que qualquer ruptura em um (p.ex, o gesto) acarretará efeitos negativos no outro (p.ex., o discurso).&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Renovam-se assim, de maneira ímpar, nossos padrões usuais de conceber e pensar o conhecimento e o saber humanos como também a maneira em que as teorias são desenvolvidas e a pesquisa é realizada. Nesta óptica, o uso do gesto, além de constituir-se num elemento inovador, tem se tornado um tema de pesquisa instigante e desafiador, levando à novas frentes de pesquisa que buscam alternativas para esclarecer a relação entre gesto, linguagem e cognição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste novo cenário, uma das grandes referências no campo da pesquisa do gesto é Adam Kendon, mencionado anteriormente, que continua investigando diferentes aspectos dos gestos, incluindo seu papel em uma comunicação, convencionalização do gesto, integração do gesto e do discurso, e a evolução da língua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro aspecto importante são as interações cada vez mais frequentes entre investigadores do gesto, de vários centros de pesquisa internacionais. Isso vem possibilitando o crescimento do gesto como temática das agendas de pesquisa em linguagem. Destacam-se como proeminentes pesquisadores neste campo David McNeill, Susan Goldin-Meadow, Sotaro Kita e Lorenza Mondada, entre outros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
David McNeill (1995, 2000), do McNeill Lab / Center for gesture and speech research, em seus estudos, chama atenção especial para os gestos produzidos durante a fala que estão frequentemente e estritamente ligados às mensagens comunicativas dos falantes, ou seja, criações espontâneas e individuais, semântica e pragmaticamente co-expressivas que compõem uma unidade inseparável e têm por base o processo cognitivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Goldin-Meadow (2003) investigou intensivamente em crianças o papel do gesto na resolução de problemas matemáticos. A mesma autora e colaboradores (1986, 1998, 2003, 2004, 2005), vem investigando tópicos aparentemente independentes como cognição, desenvolvimento, ensino, da língua materna e aquisição da segunda língua e vários outros campos, mas relacionados primordialmente ao estudo de uma comunicação não-verbal, ''especificamente gestual''. Apresentam-se como aspectos centrais do trabalho de Goldin-Meadow, desenvolvido no ''Goldin-Meadow Laboratory'' em Chicago: relação dos gestos com o ato da narrativa; gestos como orientadores de outras funções, além da comunicativa; gesto como um ato do pensamento; gesto afetando o processo mental do próprio sujeito falante; possibilidade do envolvimento dos gestos na fase de conceitualização, planejamento e organização do discurso oral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Kita (1993) e colaboradores (2000, 2003, 2004), chamam atenção para os indícios de que a comunicação não é a única coisa que o gesto expressa, mas que eles podem refletir e afetar os próprios processos mentais dos falantes, ou seja, os gestos estão envolvidos na fase de elaboração conceitual da narrativa, facilitando o acesso a itens do léxico mental. Coordenada por Sotaro Kita, a pesquisa do gesto desenvolvida no ''Instituto de Psicolinguística Max Planck'', em Nijmegen na Holanda, teve início em 1993. Os tópicos de pesquisa desenvolvidos no instituto expandiram e abrangem agora diversos aspectos, que vão do estudo da execução e do significado dos gestos até o seu papel na cognição e na comunicação. Estes interesses focalizam a função dos gestos nos processos da comunicação, bem como a cognição na interação psicolinguística.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também podemos destacar a pesquisadora suíça Lorenza Mondada (2003, 2005), estudiosa da referenciação, que tem se dedicado a entender não só o processamento cognitivo, mas também recursos publicamente manifestados pelos locutores como: práticas gestuais, movimentos no espaço, orientação do olhar, que são mobilizados para realizar propriedades referenciais, denominados objetos do discurso (Mondada, 2005). Seu estudo parte da posição de que a maneira pela qual categorizamos o mundo e o dizemos no discurso é resultado de um trabalho complexo que envolve percepção, negociação, e várias estratégias complexas para dizer o mundo percebido.&lt;br /&gt;
             &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tipos de gestos ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a evolução dos estudos sobre o gesto, as tipologias propostas anteriormente foram ampliadas, como também, novas tipologias foram apresentadas de acordo com as especificidades das pesquisas. Entre elas, a de David McNeill, o primeiro investigador a estudar sistematicamente a relação entre o pensamento e o gesto, têm mostrado que falantes produzem 4 tipos de gestos durante conversas e quando narram estórias, e que esses gestos desempenham um papel particular na narrativa relacionado a suas funções especificas. Em sua tipologia, McNeill (1992, 1995) distingue os seguintes tipos de gestos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''icônico''' - são gestos estreitamente relacionados ao discurso, ilustrando o que está sendo dito, pintando com as mãos, por exemplo, quando uma pessoa ilustra um objeto físico usando as mãos para mostrar como é grande ou pequeno. Os gestos icônicos são úteis porque adicionam o detalhe à imagem mental que a pessoa está tentando informar. O sincronismo dos gestos icônicos com discurso pode mostrar se são inconscientes ou estão sendo adicionados deliberadamente para o efeito consciente. Em um uso inconsciente, a preparação para o gesto começará antes que as palavras estejam ditas, enquanto no uso consciente há uma retardação pequena entre as palavras e o gesto. Um gesto será icônico se inclui uma relação formal íntima com o conteúdo semântico;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''metafórico''' - se parecem exteriormente com os icônicos, mas se referem às expressões abstratas. Os gestos estão no espaço tridimensional e são usados para dar forma a idéia que está sendo explicada, com formas específicas como uma ondulação mais geral das mãos que simbolize a complexidade do que está sendo explicado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''dêitico''' - são gestos demonstrativos ou direcionais. Acompanham as palavras como aqui, lá, ou isto, e também eu e você. São movimentos de apontar, tipicamente realizado com os dedos, embora qualquer extensão de objetos (objetos manipulados) ou do corpo (cabeça, nariz, queixo) possa ser usada. Os gestos dêiticos, que acompanham as narrativas apontam geralmente as entidades concretas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* '''ritmados''' (beats) - é a batida rítmica de um dedo, da mão ou do braço. Aparecem ligados ao ritmo da fala conferindo uma estrutura temporal ao que é dito e enfatiza a força combativa do argumento, independentemente do conteúdo expressado. Usados conjuntamente com o discurso e marcam e mantêm seu ritmo enfatizando determinadas palavras ou frases. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Alguns temas de pesquisa ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* relação entre o gesto e o discurso; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* papel do gesto na comunicação em circunstâncias da interação social, incluindo conversações, locais de trabalho ou situações de aprendizagem; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* papel dos gestos no desenvolvimento das crianças; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lugar do gesto no processo de aquisição da língua materna e estrangeira; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* processos espontâneos nos quais os gestos podem tornar-se formulários codificados; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* documentação e a discussão dos vocabulários de gestos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* estudos de sistemas do gesto ou de línguas do sinal tais como aqueles que se tornaram nas fábricas, comunidades religiosas ou em sociedades tribais; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* papel do gesto em interações ritualísticas como, os sinais de cumprimentos, os religiosos, os civis e as oficiais; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* comparação de gestos entre diferentes culturas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gestos na interação social do primata; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* estudos biológicos do gesto, incluindo discussões do papel do gesto na teoria das origens da linguagem; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto na interação multimodal homem-máquina; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* estudos históricos do gesto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto no teatro;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto como parte da retórica; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* análise do gesto na interação face-a-face; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* significado do gesto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* aspectos universais e culturais do gesto;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* papel do gesto na evolução humana;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto e suas relações a outros meios/mídias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto e evolução de línguas de sinal da criança; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* gesto, linguagem e cognição.      &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Alguns links externos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sociedades internacionais ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.gesturestudies.com/ International Society for gesture studies INTERNATIONAL SOCIETY FOR GESTURE STUDIES]&lt;br /&gt;
    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Publicações na área / Periódicos ===&lt;br /&gt;
             &lt;br /&gt;
* [http://www.benjamins.com/cgi-bin/t_seriesview.cgi?series=Gest GESTURE]           ISSN: 1568-1475 E-ISSN: 1569-9773 &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
=== Centros de referência no desenvolvimento de pesquisa sobre o gesto ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MAX PLANCK INSTITUTE FOR PSYCHOLINGUISTICS (Nijmegen, Holanda)&lt;br /&gt;
[http://www.mpi.nl/ Max Planck Institute for Psycholinguistics]&lt;br /&gt;
[http://www.mpi.nl/research/other/lc-gesture Max Planck Institute for Psycholinguistics]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* GOLDIN-MEADOW LABORATORY (Chicago,U.S.A.)                                                                          &lt;br /&gt;
[http://goldin-meadow-lab.uchicago.edu/ Goldin-Meadow Laboratory]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MCNEILL LAB / CENTER FOR GESTURE AND SPEECH RESEARCH (Chicago, U.S.A.)                                                                             [http://mcneilllab.uchicago.edu/index.html McNeill Lab / Center for gesture and speech research]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Gesture tecnology ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* PIONEER &amp;amp; WORLD LEADER IN GESTURE RECOGNITION TECHNOLOGY&lt;br /&gt;
[http://www.GestureTek.com Pioneer &amp;amp; World Leader in gesture recognition technology]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Softwers para estudos do gesto ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.mpi.nl/tools/Programa EUDICO Linguistic Annotator - ELAN]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um software livre, especialmente desenhado para a realização de experimentos psicolinguísticos desenvolvido pelo Departamento de Psicolinguística do Instituto Max Planck (Nijmegen, Holanda). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Notas==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
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[[Category:Verbetes]]&lt;/div&gt;</description>
			<pubDate>Fri, 22 May 2009 00:38:50 GMT</pubDate>			<dc:creator>Bruna</dc:creator>			<comments>http://jordao.letras.ufmg.br/wiki/index.php/Discuss%C3%A3o:Gesto</comments>		</item>
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